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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Pallavolo Supervolley - Hello Francy

Seguindo o que começamos no mês passado vamos colocar a coluna da Piccinini da edição Julho/Agosto.

Rimessa a Nuovo

Os dias de folga depois do fim do campeonato foram muitos e agora estou com muita vontade de voltar à seleção

Estou feliz que recomeçou a temporada com a seleção e esse ano estou ainda mais animada porque depois do fim do campeonato tive bastante tempo livre. Passam os anos e as vezes sentimos também a necessidade de fazer outras coisas, mas estou realmente muito feliz que em 18 de julho começaremos a pensar no objetivo principal, o Mundial. Antes que ele chegue, teremos o Grand Prix e o qualificatório para a edição do próximo ano, que serão importantes para conquistar pontos preciosos também para as Olimpíadas. Temos diversos objetivos e uma grande disposição.
O primeiro encontro foi na Sardenha, onde fiquei só por uma semana. O grupo era grande, com a inserção de algumas novidade com a Cagninelli e a Segalina, mas também a Bechis, que esse ano, no Urbino, fez um grande campeonato. Éramos muitas e com muita disposição para fazer. Nos primeiros dias de retiro, as mais jovens partiram logo forte e imediatamente já estavam dominando a bola, como se nunca tivessem parado depois do fim da temporada. Eu, ao contrário, fazia parte de um grupo menor que fez apenas musculação. Nós brincávamos pensando em que condições nos encontraremos na metade de julho, quando voltaremos a trabalhar com as outras meninas.
Pelo programa original, nós veteranas não devíamos jogar o Grand Prix, mas descobrimos que vamos jogá-lo. Não será fácil e talvez vá nos tirar a possibilidade de fazer uma preparação mais específica, porém tenho toda confiança no trabalho di Ezio (Bramard), nosso preparador físico, e nas escolhas de Massimo (Barbolini), que são igualmente tranquilas. Ainda que joguemos o Grand Prix teremos tempo para fazer um ótimo trabalho físico.
Jogaremos muito, mas também teríamos que fazer ainda que não fossemos ao Grand Prix. Assim, pelo menos teremos a possibilidade de enfrentar adversários de alto nível.
O nosso é um grupo que se conhece bem, mas não é por isso que não temos que trabalhar para melhorar tecnicamente e unir o grupo. Não acredito que nesse aspecto teremos problemas. Devemos, porém, trabalhar sobre os pontos que ainda faltam para chegarmos à perfeição. O tempo é grande e tenho certeza que faremos bem.
O Mundial ainda está muito longe. Nós procuraremos jogá-lo com tranquilidade e serenidade. Em todas as competições os times fortes estão presentes, mas se trabalharmos como devemos podemos pensar em colher algumas satisfações. Será uma temporada longa e difícil e cada partida será importante: devemos pensar dia após dia.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Pallavolo Supervolley - Hello Francy

Como a repercussão do texto da italiana Francesca Piccinini sobre a maternidade foi boa, muita gente escreveu dizendo que gostou do texto, da maneira como ela escreve e tal, resolvemos publicar outros textos dela aqui.

Piccinini tem uma coluna na revista Pallavolo Supervolley, se chama Hello Francy, e todo mês ela escreve um pouco sobre como está a temporada, os treinamentos ou sobre o que ela ache interessante. Para quem gosta dela e/ou do vôlei italiano é bem legal.

Então a partir de agora vamos escrever a coluna aqui também. Será com um pequeno atraso porque dependo da revista chegar aqui em casa, o que demora um pouco, já que estamos no Brasil..rs... Se os correios ajudarem prometo não demorar muito.

Vamos começar com a coluna de junho. Espero que gostem.

"NÃO ME MOVO

Eu também recebi uma mega proposta da Turquia, mas disse não: o dinheiro não traz felicidade

Chegou ao fim uma temporada muito equilibrada, na qual os três primeiros times da fase regular ganharam alguma coisa: nós de Bergamo a Champions, o Villa Cortese a Copa Itália e o Pesaro o Scudetto. Foi um prêmio para todos, na verdade, ainda que eu gostaria de ter vencido mais, especialmente o Scudetto. O campeonato foi de alto nível, com times menos cotados que fizeram uma ótima temporada. Fiquei muito feliz pela Copa dos Campeões que vencemos, porque foi a segunda consecutiva e veio contra um adversário que queria esse troféu a todo custo e investiu muito para levá-lo para casa. Com certeza eu gostaria de ter acabado com o Scudetto também e ficou uma pontinha de tristeza .

Agora tem uma fuga geral. Todos vão à Turquia para atender propostas “indecentes” do ponto de vista econômico. A maior parte das jogadoras está pensando e algumas já estão de partida, como Antonella Del Core, que deixou o Bergamo para ir exatamente para a Turquia. Os movimentos são muitos, mas de concreto pouco se tem. Eu gostaria de já conhecer os times para o próximo ano, ainda que, como já deu para entender, perdendo muitas jogadoras fortes o campeonato italiano continuará, de qualquer forma, de alto nível. A prova disso tivemos há dois anos, quando a A1 era competitiva e difícil, mesmo com a saída de tantas meninas.

Eu também recebi uma mega “propostona” da Turquia, mas não aceitei. O dinheiro não traz felicidade. Eu estou bem em Bergamo, eu gosto da Società, estou aqui há 12 anos e quero ir embora um dia levando comigo um belo Scudetto. E esse é o meu novo desafio: não acabar o campeonato como esse ano na semi-final. No próximo ano para a gente o objetivo Scudetto será ainda mais importante.

Agora desfrutarei das minhas férias... merecidas. A temporada foi longa e, além disso, é justo que nós “velinhas” repousemos um pouco mais. E agora, como sabem, mar, calor, praia. Eu tenho sorte porque, no mar, eu nasci e tenho casa na Marina de Massa e comprei um apartamentinho em Boavista e estou pronta para partir!"

fonte: Pallavolo Supervolley