









fonte: voleybolunsesi.com



































Foi a final que todos sonharam. Quando a Champions League começou, muitos apontavam Fenerbahce e Bergamo como grandes favoritos ao título.
O time turco jogaria sua primeira Champions League e contratou Osmokrovic e Gamova com a esperança de que essas duas estrelas lhes garantissem todos os títulos que disputassem. Os meses foram passando e a rotina do Fenerbahce seguia a mesma. Vitórias. Vitórias. Com isso a esperança foi virando praticamente uma certeza. Sem nenhuma derrota na temporada o Fenerbahce foi para Cannes em meio à discursos bem otimistas de seus dirigentes, de seu treinador, que pareciam dar a conquista como certa. Na semi-final, uma prova de que as coisas não seriam assim tão fáceis em um jogo duríssimo contra o time da casa, mas o Fenerbahce mostrou sua força e um tie-break muito disputado chegou à final.
Já o Bergamo não teve uma temporada tão regular assim. O time titular era praticamente o mesmo do que o da temporada passada. E continuava sendo a base da seleção italiana, o que o credenciava como favorito à qualquer título que disputasse. Mas uma contusão nas costas da levantadora Lo Bianco mudou o cenário do time. A levantadora reserva, Gujska, jogava no sacrifício, com problemas de saúde, e com isso vieram as derrotas e a desconfiança se o Foppa ainda era o mesmo. O tempo mostrou que sim. Todas se recuperaram e depois de passar pelo grande rival Pesaro ninguém mais duvidava que o Bergamo iria à Cannes para defender a tradição vencedora do time. Na semi-final um clássico contra o Novara e sem muita dificuldade avançou à final para buscar seu oitava título.
Final definida. As previsões se confirmaram. Um estreante, um multi-campeão e apenas um troféu. Em uma final de um jogo só tudo pode acontecer. É muita tensão, nervos à flor da pele. É chegada a hora das grandes estrelas aparecerem, mas nem sempre elas conseguem brilhar. E os dois times mostraram que mereciam ser apontados como favoritos. Fizeram uma final espetacular, memorável. Poucos erros, muitas defesas. Um jogo lindo para se ver, e rever.
Então vamos ao jogo.
O primeiro set começou com um Fenerbahce muito forte. O Bergamo demorou um pouco para se encontrar. Alias, essa foi uma marca do jogo. Um time abria um pouco o outro buscava. Pelo Bergamo, Del Core tentava colocar o time no jogo. No time turco, Osmokrovic fazia sua parte. Os bloqueios e as defesas trabalhando bastante. Gamova pagou pelo 30 pontos na semi-final e muito marcada pelo Bergamo só fez seu primeiro ponto no 16-15. O set chegou a empatar em 21-21, mas o Bergamo conseguiu abrir um pouco, com grande atuação de Furst,que fechou o set por 25-22, com um bloqueio. No final, ganhou quem errou menos.
O segundo set foi ainda mais equilibrado e praticamente impecável. Cada time deu apenas dois pontos em erros ao adversário, fato raro principalmente em uma final. A única diferença para o primeiro é que dessa vez o Bergamo tomou a frente do placar. Com dificuldades no passe e com um adversário que tocava em todas as bolas, no bloqueio ou na defesa, o Fenerbahce teve dificuldade para rodar as bolas, seu ponto de equilíbrio continuava sendo Osmokrovic, que começava a desenhar uma atuação espetacular. O técnico do time turco tentou mudar promovendo a entrada da ponteira Bloom e da levantadora Naz, mas não foi suficiente e o Bergamo fechou também o segundo set com a incrível marca de apenas um saque errado em dois sets e dando assim um grande passo para a vitória.

Com a vitória o time italiano chega ao sétimo título da Champions League na sua história, o segundo consecutivo. Do ano passado para cá apenas duas mudanças em Bergamo, Furst no lugar da Barazza e a Lucia que decidiu a semi-final foi a Bosetti e não a Bacchi. O Foppa mostrou o peso de sua camisa. Mostrou que nos momentos de dificuldade, os grandes campeões aparecem. E com o Bergamo é sempre assim. Um time que não desiste, incapaz de jogar uma final sem entregar a alma em quadra, sem colocar todo coração em cada ponto, em cada bola. Um time que mostra temporada após temporada como fazer um time vencedor. Que mostra que ser campeão não é só saber jogar voleibol, tem que ir além. Os valores que esse time coloca em quadra, independente das jogadoras que estão por lá, deveriam ser um exemplo para todos. Parabéns ao Bergamo, à cada uma de suas jogadoras, à sua comissão técnica, à sua diretoria e à sua torcida, que sempre garante uma linda festa!

Aqui a festa do Bergamo no pódio:
E um vídeo com o último ponto, premiação das melhores e momentos do pódio:
Se quiser ver mais fotos desse Final Four não deixe de visitar o site que a CEV fez especialmente para isso, tem fotos lindas por lá http://www.eventolive.it/ciclwomen2010/
fonte: cev.lu
