quinta-feira, 11 de março de 2010

Champions League 09/10 - Novara no Final Four

Stam se contunde e não pode ajudar
sua equipe a avançar na Champions

Asystel Volley Novara 3x0 VakifGunes TTelekom Istanbul (25-22 25-22 25-23) - Estatística

O Novara já havia vencido o primeiro confronto e precisava apenas de dois sets. A situação ficou ainda mais tranquila quando, ainda no início do primeiro set, o Istanbul perdeu a ponteira Stam, que torceu o tornozelo ao cair de um bloqueio e pisar no pé de Maja Poljak. O Istanbul ainda lutou, especialmente no segundo set, quando reverteu uma desvantagm no placar, mas viu suas esperanças de ir ao Final Four acabarem quando a norte americana Logan Tom foi para o saque e fechou o set para o Novara acabando com as chances do time turco. No terceiro set o técnico italiano aproveitou para promover algumas mudanças colocando Flier e Rosso no jogo e dando um descanço para Tom e Barazza (Kozuch que havia começado como oposta foi para a ponta para substituir a americana). Tecnicamente não foi um jogo muito bom tão pouco emocionante. Para o VakifGunes agora é pensar no campeonato turco e na recuperação da ponteira holandesa. Para o Novara tentar repetir no italiano as atuações da Champions e focar na preparação para o Final Four, que pode salvar a temporada em caso de vitória.

Comentários após o jogo: Paola Paggi



fonte: cev.lu

quarta-feira, 10 de março de 2010

Superliga Russa 2009/2010 - 19ª Rodada

A americana Larson, do Dinamo Kazan

Samorodok Khabarovsk 1x3 Dinamo Moscow (25-18, 18-25, 21-25, 26-28)

Avtodor-Metar Chelaybinsk 3x1 Leningradka St. Petersburg (20-25, 25-22, 25-20, 25-23)

Zarechie Odintsovo 3x1 Uralochka-NTMK Ekaterinburg (25-17, 17-25, 25-17, 26-24)

Indezit Lipetsk 3x0 Universitet-Technolog Belgorod (25-18, 25-15, 25-15)

Omichka Omsk 1x3 Dinamo Kazan (16-25, 25-20, 24-26, 23-25) - Estatística

Dinamo-Yantar Kaliningrad 3x1 Dinamo Krasnodar (25-22, 21-25, 25-23, 25-17) - Estatística


fonte: volleyservice.ru

Fiquem Ligados...Playoff 6, o retorno


Essa semana é tempo de Champions League novamente. Acontece hoje e amanhã os três jogos de volta dos playoffs 6, o que significa que saberemos quem se juntará a equipe de Cannes no Final Four da competição. Novara e Fenerbahce abriram uma boa vantagem semana passada ao abter Odintsovo e VakifGunes Istanbul fora de casa por 3x0 e 3x1 respectivamente, mas de qualquer forma vale a pena acompanhar se conseguirão confirmar dentro de casa o resultado do primeiro jogo. Já o confronto Pesaro e Bergamo, a maior dúvida, quem irá passar a próxima fase? Fiquem ligados...


10/03/2010 - Quarta-feira

16:30h - Asystel Volley Novara x VakifGunesTTelekom Istanbul

11/03/2010 - Quinta-feira

14h - Fenerbahce Acibadem Istanbul x Zarechie Odintsovo

16:30h - Scavolini Pesaro x Foppapedretti Bergamo


fonte: laola1.com

terça-feira, 9 de março de 2010

Crvena Zvezda campeão da Copa Sérvia

Jogadoras do Crvena comemoram o título

Aconteceu neste fim de semana também o Final Four da Copa Sérvia de Voleibol. O campeão foi o Crvena Zvezda, onde joga a meio de rede da seleção sérvia Stefane Veljkovic, capitã da equipe. Outros destaques do time são a oposta Nesovic, que já atuou pela seleção, e a ponteira Malagurski, grande promessa sérvia dos últimos anos, que infelizmente não vem jogando, ela se recupera de uma lesão séria no ombro. O Crvena venceu por 3x1 o Dinamo Azotara em 105 minutos. Jelena Blagojević foi nomeada MVP da final.

Veljkovic, capitã da equipe, recebe a taça

Semifinais - 06/03/2010

POŠTAR 064 0x3 DINAMO AZOTARA (12-25, 14-25, 19-25)

SPARTAK SUBOTICA 0x3 CRVENA ZVEZDA (18-25, 23-25, 9-25)

Final - 07/03/2010

CRVENA ZVEZDA 3x1 DINAMO AZOTARA (19-25, 25-23, 26-24, 25-20)

Crvena Zvezda: MEDAREVIĆ, KECMAN, NINKOVIĆ (14), RAKIĆ (15), ROSIĆ, ŽIVKOVIĆ (5), VELJKOVIĆ (7), BJELICA (14), NEŠOVIĆ (8), BLAGOJEVIĆ (14), PUŠIĆ, STEVANOVIĆ. TÉCNCO: RATKO PAVLIČEVIĆ.

Dinamo Azotara: FURTULA (3), SREDIĆ, PETROV (1), LEČIĆ (8), ŠKARIĆ, SEKULIĆ, BEZAREVIĆ, DIVAC, MARKOVIĆ (12), RAŠIĆ (15), MLADENOVIĆ (20), VULOVIĆ (11). TÉCNICO: ALEKSANDAR VLADISALJEV.

Crvena Zvezda, campeão da Copa Sérvia 2010

fonte: ossrb.org

Copa Alemã 2010

Aconteceu neste domingo, dia 7 de março, a final da Copa Alemã de voleibol, ou em bom alemão a DVV PokalFinale. O campeão este ano foi a equipe do Dresdner SC, que bateu o VfB Suhl da experiente Birgit Thumm, por 3x1.


O jogo foi disputado no moderno Gerry Weber Stadium, que foi reformado em 2008 para a disputa do qualificatório Olímpico, e contou com a presença de nada mais nada menos 10200 espectadores que foram acompanhar não só a final feminina como a masculina também. Entre os torcedores havia também celebridades, como a estrela internacional Angelina Grun. A jogadora compareceu para eventos no local e também para receber um prêmio especial, estabelecido pela Federação de Voleibol Alemã em conjunto com a Liga Alemã de voleibol e uma revista de voleibol do país. Essa premiação exclusiva acontece desde 2006 somente e é uma honraria de alto nível que poucos disfrutam de receber. Grun foi muito elogiada pelo presidente da Federação, que deseja a jogadora muita sorte nesta nova fase no volei de praia.

Grun recebe o prêmio cedido pela Federação Alemã
de Voleibol

Na partida final Dresdner e Suhl proporcionaram um bom espetáculo. O primeiro set começou melhor para o Dresdner, o time encaminhava bem para abrir 1 set a zero com facilidade, e chegou a fazer 24x21. No entanto, com um pouco de nervosismo no final, acabou perdendo 5 set ball, permitindo que o Suhl retornasse ao jogo. Porém, mesmo com esse momento de tensão momentâneo, foi capaz de fechar o set em 29x27 com um ponto de bloqueio. No segundo set, o Suhl entrou embalado pela sua torcida, eram 1500 integrantes que viajaram até a cidade de Halle, onde fica o ginásio, em 25 ônibus, e facilmente venceu o segundo set por 16x25. A equipe contou também com o enorme número de erros do adversário, foram 11 erros cedidos de graça por Dresdner, que parecia nervoso após o que aconteceu no primeiro set. Do terceiro set em diante, Dresdner voltou a assumir o controle do jogo e do adversário, e fechou os sets seguintes em 25x22 e 25x19. O Suhl teve o azar de perder no terceiro set a sua levantadora titular, Lina Sundstrom abriu o supercílio após se chocar em um defesa com uma companheira e teve que deixar a partida, tudo isso contrubuiu para a vitória do Dresdner. O match ball ficou por conta da jovem oposta sensação na Alemanha, Saskia Hippe. Ela contriubuiu ao todo com 28 pontos apra sua equipe, foi a maior pontuadora e o nome do jogo.

Essa é a terceira vez que a equipe de Dresdner vence a Copa Alemã, os outros títulos foram nos anos de 2007 e 2009.

Dresdner SC 3x1 VfB Suhl (29-27 16-25 25-22 25-19) - Estatística

Comentários após a partida:

Jean-Pierre Staelens (pai das holandesas Staelens e técnico da equipe do Suhl): "Jogamos bem, mas não ótimo. Por isso, não foi bom o suficiente. Nossas meios são nossa maior arma, e não usamos elas frequentemente como de costume. Depois que nossa primeira levantadora se machucou ficou difícil com certeza, também porque nossa segunda levantadora não está 100% em forma ainda."

Saskia Hippe (atacante do Dresdner SC): "Ao contrário do ano passado, eu sempre estavive com um bom sentimento. Mesmo perdendo o segundo set, nós não estávamos nervosas. Isso foi maravilhoso, poder mostrar ao voleibol Alemão que podemos vencer em outros ginásios. É meu primeiro título nacional e esta é claro a melhor parte."

Fotos:

Troféu e medalhas da Copa Alemã

Cumprimentos das jogadoras antes da partida

Equipe do Dresdner SC se prepara para o jogo

A torcida do VfB Suhl compareceu em grande número

VfB Suhl lutou até o final

Jogadoras do Dresdner incentivam companheira no
momento de seu saque

A levantadora Lina Sundstrom, do Suhl, cortou o
supercílio e teve que deixar a partida

A jovem oposta Saskia Hippe, destaque da partida
com 28 pontos

Dresdner agradece a torcida

E comemora o título da Copa Alemã

Angelina Grun compareceu a final

Dresdner SC, campeão da Copa Alemã 2010


fonte: www.volleyball-bundesliga.de; cev.lu; www.dresdnersportclub.de

segunda-feira, 8 de março de 2010

Campeonato Italiano 09/10 - 8ª Rodada Returno

Cruz lidera o Villa na vitória sobre o Pesaro

MC Carnaghi Villa Cortese 3x1 Scavolini Pesaro (25-16 25-21 22-25 25-18) - Estatísticas

Yamamay Busto Arsizio 3x1 Asystel Volley Novara (25-22 25-21 15-25 25-23) - Estatísticas

Foppapedretti Bergamo 3x1 Monte Schiavo Banca Marche Jesi (25-21 25-23 25-27 25-20) - Estatísticas

Despar Perugia 3x0 RabecchiLupa Piacenza (25-19 25-18 25-18) - Estatísticas

Cgf Recycle Florens Castellana Grotte 3x1 Riso Scotti Pavia (21-25 25-23 25-16 25-21) - Estatísticas

Zoppas Industries Conegliano 1x3 Chateau D'Ax Urbino Volley (25-21 18-25 20-25 14-25) - Estatísticas

Comentários:

No primeiro encontro entre os dois o Villa saiu vitorioso. Depois disso o Pesaro não perdeu mais. 10 jogos depois eles se reencontraram e o final da história foi o mesmo. Vitória para o time da Aguero, que teve a semana inteira para se preparar, enquanto o Pesaro estava com a cabeça na Champions até quinta-feira. A ítalo-cubana mais uma vez jogou bem. mas o nome da partida foi Aurea Cruz. O Pesaro entrou com o time titular, mas foi logo envolvido pelo adversário e só esboçou uma reação no terceiro set. Não foi suficiente e o Pesaro agora vê o Villa encostar na classificação.

O Novara segue sua rotina. Na Champions joga muito, no italiano não joga nada. Sorte do Busto que, em casa, impôs seu jogo e somos 3 pontos importantes. Com um saque que perturbou o Novara e com grandes atuações de Fernandinha e Havelkova, nomeada MVP, o Busto não deu chances ao seu adversário de se recuperar, nem com a entrada de Manon Flier, que mais uma vez começou no banco. A fase regular está acabando e o Novara ainda não garantiu sua vaga nas quartas, já o Busto segue fazendo uma bela campanha, tentando repetir a temporada passada, quando chegaram à semi-final.

Após uma partida duríssima pela Champions, o Bergamo teve apenas dois dias para se recuperar e se preparar para uma nova batalha. Em casa, contra um adversário direto pelas primeiras posições da tabela, o time não podia pensar em perder. E não perdeu. Assim como aconteceu no turno, o Bergamo não deixou o Jesi levar nenhum ponto pra casa. Com uma atuação melhor de sua levantadora, que destribuiu bem o jogo e viu 4 de suas atacantes com 10 ou mais pontos, o foppa recupera um pouco do moral e da confiança para encarar uma batalha duríssima na Champions. O Jesi, que esse ano não joga nenhuma copa européia, teve mais uma vez em Liubov Sokolova uma gigante e a volta de Simona Rinieri, mas não foi suficiente. Mas também não é uma derrota que preocupe o time, que continua bem na tabela e não deverá até os playoffs.

Será que agora vai? Essa deve ser a pergunta mais feita em Perugia nessa temporada. Eles já tentaram de tudo, já mudaram o time milhões de vezes. Agora trocaram o técnico e isolaram as jogadoras. A boa notícia é que venceram de três a zero. A má é que não fizeram mais que a obrigação, já que o jogo era em casa contra um adversário, que embora tenha jogadoras que me agradam muito, está lutando para não cair. Só as próximas rodadas dirão se as coisas melhoraram ou não. Pelo Piacenza resultado muito ruim, que complica muito a situação do time. A boa notícia é que jogadoras contundidas voltaram. A má é que talvez seja tarde demais.

Jogando em casa, o Castellana conseguiu uma boa vitória contra o desfalcado Pavia e abriu 5 pontos da zona de rebaixamento. Já o Pavia tem muitos motivos para se preocupar. As próximas 3 rodadas são complicadas e o time, que não conta com suas melhores jogadoras, pode acabar a temporada de uma maneira que com certeza não imaginava em outubro do ano passado: na A2. As meninas estão tentando, Amaranta jogou de oposta, e muito bem, mas não consegiuram a vitória. Pelo Castellana grande jogo de Tina Lipicer, que vem jogando bem nessa temporada, e uma partida discreta para a brasileira Soninha. A parte debaixo da tabela promete fortes emoções para esse fim de campeonato. Veremos.

Foi o último jogo da rodada e mais de 2000 torcedores foram ao ginásio apoiar o time da casa. O primeiro set parecia ser um bom indício do que aconteceria na noite dessa segunda-feira. Mas não foi. O Conegliano não conseguiu segurar o Urbino e com a derrota ficou 10 pontos atrás do Pavia e do Castellana. Isso significa que é o primeiro time rebaixado na temporada 2009/2010. Confesso que escrevo isso com um aperto no coração. Não torço para o Conegliano, mas é triste ver um time que tentou de tudo, que fez um bom trabalho na sua breve história na A1, cair. O Urbino, que não tem nada com isso, botou mais três pontinhos na conta e se recuperou depois de 2 derrotas seguidas. Um jogo carregado em tensão acabou com uma bonita homenagem da brasileira Luciana do Carmo aos torcedores que incentivaram suas meninas até o fim. Ela pegou o microfone para dizer, emocionada, "vocês são os melhores".

Melhores da Rodada:

Maior Pontuadora: Tina Lipicer (Castellana Grotte) - 25 pontos
Bloqueio: Rafaella Calloni (Jesi) - 6 pontos
Saque: Christiane Fürst (Bergamo) - 4 pontos

Classificação:
1. Scavolini Pesaro - 46 (15-4)
2. MC-Carnaghi Villa Cortese - 44 (15-4)
3. Foppapedretti Bergamo - 40 (15-4)
4. Monte Schiavo Banca Marche Jesi - 36 (12-7)
5. Chateau d'Ax Urbino Volley - 32 (11-8)
6. Yamamay Busto Arsizio - 30 (11-8)
7. Despar Perugia - 27 (8-11)
8. Asystel Volley Novara - 22 (8-11)
9. Cgf Recycle Florens Castellana Grotte - 20 (7-12)
10. Riso Scotti Pavia - 20 (6-13)
11. RebecchiLupa Piacenza - 15 (4-15)
12. Zoppas Industries Conegliano - 10 (2-17)

Fonte: site da Lega

Togut é mamãe!!!!


Ela foi a grande heroína no título mundial da Itália em 2002. Mas no dia 5 de março de 2010 ela teve sua maior vitória. Nasceu Tommaso, primeiro filho de Elisa Togut com o marido Francesco. Parabéns à ela! Saúde ao menino!
A atleta de 31 anos ainda não anunciou se voltará às quadras. Mas, de qualquer forma, que ela tenha muito sucesso nas duas "carreiras"!!

fonte: vivovolley.it

sábado, 6 de março de 2010

Maja Poljak entrevistada por site turco

No início da semana, dia primeiro de março, às vésperas do jogo contra o Novara pela Champions League, a meio de rede croata Maja Poljak do VakifGunes Istanbul cedeu uma entrevistada para site turco www.volybolunsesi.com. Na agradável conversa, a atleta falou um pouco sobre sua carreira, sobre a atual situação da federação croata de voleibol, da sua experiência no vôlei italiano e claro sobre o jogo que estava por vir. A baixo toda entervista traduzida.

ENTREVISTA -

- Com que idade e como você começou no voleibol?
Comecei a jogar vôlei quando tinha 12 anos em Zagreb. Sempre estive cercada pelos esportes porque meu pai é um ex jogador de basquete e atual treinador. Naquele ano, o Final Four da Champions League foi organizado em Zagreb. Assisti a grandes partidas e me apaixonei pelo voleibol. Comecei a praticar logo em seguida.

- A seleção croata alcançou resultados incríveis no final dos anos 90. Vimos serem por três vezes consecutivas medalha de prata no Campeonato Europeu entre os anos de 1995 a 1999. Vocês participaram das Olimpíadas de Sidney e ficaram em sexto lugar no Campeonato Mundial. Quais você acredita serem as razões para esses importantes sucessos?

Sim, aqueles anos foram definitivamente ótimos. Nossa seleção assim como nossos clubes tinham grande sucesso. A Liga Croata era muito mais forte naquele tempo. Mas o mais importante é que tinhamos Barbara (Jelic-Ruzic) no nosso time. Ela era a rainha do voleibol naquela época. Acho que essa foi a maior razão para termos tanto sucesso.


"Foi uma grande experiência fazer parte daquela geração."



- Quando você tinha 16 anos, fez parte do time que conquistou a medalha de prata no Campeonato Europeu de 1999. Em que contribuiu para você fazer parte daquela geração?
Bem, como você falou, eu tinha apenas 16 anos. Era apenas uma jovem menina começando a jogar no voleibol de alto nível então eu não joguei muito. Mas foi com certeza uma grande experiência fazer parte de uma geração tão vitoriosa. Eu fiquei muito feliz e entusiasmada e todos aqueles sentimentos que vem junto com grandes vitórias.


- Nos últimos anos, a Croácia tem estado longe dos antigos dias de glória. De certo seu time consiste de jogadoras com incrível talento individual. Qual você acredita ser a razão para resultados tão medianos?
O potencial ainda é ótimo na nossa seleção mas nossas jovens jogadoras não puderam encontrar a oportunidade de trabalhar duro. Atualmente as coisas não estão bem para a Federação Croata. A Federação faliu e agora tem muitas dívidas. A situação não era ideal para nós termos uma boa estadia e treinarmos direito.


- Considerando que você irá jogar pela seleção por muitos anos por vir, o que você acha ser necessário para tão esperada realizações?

Como eu disse, precisamos de melhores locais e melhores treinamentos. Nós não temos essa chance devido a atual situação da Federação. Logo antes do recente Campeonato Europeu, nós deviamos ter feitos jogos amistosos, mas não pudemos. E quando você não consegue fazer isso antes de um torneio grande, você tem que levantar a badeira branca. De fato, quando você considera tudo objetivamente, nós merecíamos pelo menos chegar a segunda fase do Campeonato Europeu mas esse não foi o caso infelizmente. (A Croácia estava no grupo A, com Polônia, Holanda e Espanha. Acabou perdendo a chance de se classificar para a segunda fase ao perder para a Espanha no terceiro dia de competição por 3x2, e acabou ficando na última colocação do Europeu).

"Desde que era pequena, eu encarei tudo seriamente."



- Você foi jogar no Vicenza, Itália - em uma das ligas mais fortes da Europa logo após o ano que participou do Campeonato Europeu. Lá jogou ao lado certamente de um incrível elenco e venceu a CEV e a Copa Itália ainda tão nova. Quais os fatores que permitiram essas conquistas tão cedo na sua carreira?
Eu posso dizer que sou muito feliz por estar constantemente vencendo mas isso não é somente sobre mim. Sempre existe um espírito de equipe por trás de todo esse sucesso. O grupo era incrível em Vicenza. Todas eram prestativas e carinhosas. As meninas realmente me ajudaram muito a jogar naquele voleibol de alto nível. Elas jogavam em um sistema que eu não estava muito acostumada. Desde que era pequena, eu encarei tudo seriamente. Mas eu recebi ajuda de muita gente. Minha mãe em especial me ajudou muito. No meu primeiro ano na Itália, eu ainda estava na nona série. Tinha que fazer minhas provas ao mesmo tempo. Eu tinha que viajar a Zagreb de manhã, fazer minhas provas e voltar a noite para treinar. Foi muito difícil. Recebi um tremendo apoio da minha família. Ainda sou muito grata a tudo que eles fizeram por mim.


- Seu pai é um ex jogador de basquete e agora treinador então o fato dele saber o que se é exigido para se tornar vitorioso deve ter ajudado.

Sim, com certeza. E ainda, minha mãe sempre também me apoiou muito. Ela fazia toda a comida e preparava as coisas quando necessário. Ela esteve ali ao meu lado em todos os momentos. Ela realmente fez tudo para que eu conquistasse o sucesso no voleibol. Meu pai era mais especializado em dar-me alguns conselhos esportivos em geral porque ele entendia o voleibol. Assim ele entendia a filosofia do esporte também.


"A maior razão para o sucesso do Bergamo é que um certo grupo sempre permanece com a equipe."



- Você se transferiu para Bergamo após jogar três anos em Vicenza e uma história de sucesso sem precedentes começou ali por um período de 5 anos incluindo 2 títulos da Champions League e diversos troféus na Itália. A coordenação interna do Bergamo sempre foi muito elogiada por todos. Você pode nos dizer como você veio a descobrir essa colaboração e coordenação dentro da equipe?

Em Bergamo, sempre havia mudanças mas preferencialmente pequenas mudanças porque eles sempre tentavam manter a base do grupo. Acho que isso era o mais importante. Você sempre deve ser paciente e esperar que o grupo que você estabeleceu alcance seu sucesso. Normalmente quando os clubes investem grandes somatórios de dinheiro e esperam conquistas imediatas, muito frequentemente não acontece como o desejado porque precisa-se de tempo para acertar as coisas. Desde o fisioterapeuta que conhece bem as jogadoras ao treinador que pode transmitir aquele sentimento para as jogadoras e entender elas, tantas coisas devem estar conectadas na direção certa. Essa foi a razão porque o Bergamo se felicitou com constante sucesso. Havia um certo grupo de jogadoras que continuava com a equipe por muito tempo enquanto existia uma pequena parcela de mudanças de jogadoras de tempos em tempos. E mesmo essas 2-3 novas jogadoras integravam a equipe da melhor forma possível. Eu acho que o manager do clube fez ótimas escolhas quanto ao tipo de jogadoras a adicionar ao espírito do time já existente.


- Especialmente na Itália você teve a chance de jogar junto ou contra jogadoras talentosíssimas. Sua motivação e fidelidade perante seu trabalho deve também ter crescido proporcional ao alto nível de voleibol na Itália.

Com certeza! Ter tantas jogadoras boas ao seu redor é sempre uma grande fonte de motivação. Todo dia era uma grande luta e também todo dia você tinha que provar e confirmar que você era a melhor. Não existia literalmente nenhuma dificuldade para achar motivação. Principalmente nos meus primeiros anos na Itália, tantas boas jogadoras estavam jogando na Liga. Foi absolutamente uma benção para mim.



- Como você decidiu vir para o Turk Telekom sendo tão vitoriosa em Bergamo? Sua companheira de time Angelina Grun também se transferiu para a Turquia naquela temporada.
Eu acho que eu tinha chegado em um momento onde buscava uma nova motivação. Eu já estava jogando por cinco anos no mesmo clube. As coisas começaram a ir na mesma direção. Eu realmente precisava de uma mudança para que pudesse me motivar novamente. Claro que, se eu ficasse, eu teria encontrado motivação. Mas senti que uma nova mudança depois de cinco anos iria me trazer resultados positivos. Também, honestamente, a movimentação econômica na Turquia naquele momento era altamente positiva. Todas as jogadoras estavam vindo para a Turquia e foi normal para mim então pude rapidamente me adaptar.


"Turk Telekom investiu um enorme somatório de dinheiro e esperava grandes conquistas imediatamente."



- Continuando com sua experiência no Turk Telekom...Vocês fizeram a estréia de temporada com transferências sensacionais. Foram indicados como o maior candidato ao Campeonato Turco e eram um dos favoritos na Champions League. No entanto os resultados no final da temporada criaram disapontamentos. O que exatamente deu errado?
Esse foi um dos casos que eu te falei sobre clubes tendo uma grande quantidade de dinheiro envolvido e que esperam resultados astronômicos em um pequeno período de tempo. Bons resultados nunca chegam de uma hora para outra. Bons resultados são fruto de um trabalho duro contínuo. Além disso, eu acho que o time devia ter sido mais balanciado. Também tivemos que lidar com infelizes lesões. Bahar (Mert), nossa levantadora titular, estava machucada. Nilay (Benli) estava até jogando bem mas não era a jogadora que todos esperavam. Tivemos que trocar de treinador. Apesar da chegada de uma grande treinadora como a Lang Ping para o lugar, era uma decisão que deveria ter sido tomada desde o princípio. Cometemos alguns erros no início e foi difícil concertar adiante. O que nós conquistamos no final, eu acho, não foi uma decepção mas um resultado objetivo para o clube.



- Quando o time do Turk Telekom fechou no final da temporada, eles foram nomeados patrocinadores do Vakifbank Gunes Sigorna e você começou a jogar aqui. Você pode nos falar um pouco sobre o processo de tranferência?
Uma das razões que eu vim para cá foi o Giovanni (Guidetti). Eu trabalhei com ele no Vicenza por um ano e meio. O Vakifbank já havia me contactado no ano anterior e eu tinha dúvidas quanto a me tranferir para cá ou para o Turk Telekom. Eu sabia que o Vakifbank era um clube sério. Nalan (Ural) foi extremamente profissional desde o começo. Eu queria realmente trabalhar com o Giovanni. Angelina (Grun) estava jogando aqui e ela é sempre uma ótima companheira e amiga. Sem nem pensar em meio segundo, eu posso assinar com qualquer time que ela esteja jogando. Então eu já tinha muitas razões para vir para este clube desde aquela época. Porém o Turk Telekom me fez uma proposta que realmente não tinha como resistir. Depois que o Telekom acabou no final da temporada, eu já estava preparada para aceitar jogar no Vakifbank porque seria o primeiro clube que eu iria.


"Podemos vencer ambas a Liga e a Copa Turca."



- Uma boa equipe com um elenco abrangendo uma grande gama de jogadoras foi estabelecido nesta temporada. Apesar de terem começado perdendo alguns jogos, vocês vem agora em um longo caminho. Exitem grandes espectativas do time. O quanto você acha, como time, que melhoraram sua performance na temporada?
Os inícios são sempre difíceis. Todas estavam retornando de suas seleções. O treinador também não estava aqui. Assim, era normal que precisássemos de um período de tempo para todo mundo se acostumar com cada um. Guldeniz veio junto comigo assim como outras novas jogadoras. Como nós reagiríamos adiante era o mais importante, que foi o que realmente aconteceu. Começamos a jogar melhor e melhor. Porém o que importa agora é como iremos jogar no período que está a nossa frente. Espero que possamos jogar nosso melhor e que possamos vencer todos os títulos que esperamos de nós mesmas ganhar.


- Na última temporada da Liga Turca, o Vakifbank Gunes Sigorna perdeu antes do esperado nos playoffs. Talvez por isso as espectativas sejam um pouco maior. Você pode nos falar também um pouco sobre as suas chances de vencer a Copa e a Liga Turca?
Acho que temos boas chances de vencermos ambas. O clube e o treinador estão nos proporcionando tudo que precisamos. Claro, sucessos não vem da noite pro dia. Nada é fácil. Mas se continuarmos a abordar as coisas da maneira como viemos fazendo até agora, tenho certeza que resultados positivos virão.


- Fenerbahce Acibadem montou um elenco excepcional esta temporada, que também vem gerando eco na Europa. Eles ainda estão por perder uma partida esta temporada. Você acha que vocês podem ser a primeira equipe a batê-los na Europa e a frente conquistar os títulos?

Todo time tem seus altos e baixos. Algo pode acontecer em um instante e nada passar a proseguir da forma como era antes. Coisas assim podem acontecer facilmente no voleibol. Acho que eles carregam uma enorme pressão porque todos falam sobre eles muito mais do que sobre nós. Sem dúvida, temos muito respeito por eles. No entanto, isso sendo dito, tudo está em aberto. Nós iremos entrar em quadra com nossas cabeças levantadas e vamos jogar nosso melhor. Então veremos como as coisas acontecem.

"Nós com certeza temos chances de vencer o título da Champions League."



- Vocês têm sido bastante surpreendentes até agora nesta temporada na Champions League. Em especial, a vitória sobre o Scavolini Pesaro na fase de grupo foi muito inspiradora para os próximos estágios. Vocês têm uma árdua partida por vir contra o Asystel Novara. Apesar deles terem um elenco excelente, vem se apresentando abaixo do esperado até agora particulamente na Liga Italiana. O que você acha desse jogo iminente?
O Pesaro por ora sustenda a primeira colocação na Itália e o fato que vencemos eles fala muito sobre o alto nível do voleibol na Turquia. Eu tenho que dizer que tenho muito orgulho de fazer parte da Liga Turca. Em segundo, o Novara é um grande time com grandes talentos individuais. No entanto, eles não têm funcionado bem como uma equipe. Mas, por outro lado, muita coisa aconteceu com eles. Kim Staelens não pode jogar; está grávida. Eles também mudaram de técnico. Todas essas coisas podem motivar e balançar um time como um choque de terapia para alcançar melhores resultados. Vamos ver como eles irão reagir. Eu acredito que neste momento temos condições de vencer qualquer equipe na Itália apesar do voleibol depender muito da performance do dia e se seu jogo está no auge naquele momento. Eu espero que possamos jogar bem e nos qualificar para o Final Four.


- Vocês se classificarão para o Final Four se triunfarem nesta batalha. Se conseguirem ir para Cannes, você acha que têm chances de vencer o título lá?

Eu acredito que podemos com certeza.



- Vocês vêm competindo em três copas diferentes até agora. Tem um calendário bastante intenso. Você acha que podem seguir com o mesmo nível até o final da temporada?
Os times as vezes alcaçam seu pico precocemente e suas performances podem cair inesperadamente.
São coisas normal no esporte. Agora estamos focadas em nossas próximas partidas contra o Novara e Fenerbahce. O resto é trabalho da nossa comissão técnica e treinador. Mas tenho certeza que o Giovanni e seus colaboradores irão fazer o melhor.

- Muitos dizem que o nível do Campeonato Turco caiu esse ano comparado ao ano passado. Quais são seus pensamentos sobre isso?

Eu não concordo absolutamente. Fenerbahce tem tantas boas jogadoras esta temporada. Eczacibasi tem uma das melhores levantadoras da Europa. Vakifbank também tem ótimas jogadoras (risos).


- Por último gostaríamos de saber sua opinião sobre o time juvenil. Vakifbank Gunes Sigorna é também um time que investe muito em meninas e isso também colabora com muitas jogadoras para as seleções infanto e juvenil que conquistaram uma série de incríveis resultados pelo mundo. Você já teve a chance de vê-las jogando ou treinando ou passou algum tempo com elas?

Infelizmente eu não assisti a jogos ou treinamentos mas algumas vezes viajamos juntas. Nessas viagens pude perceber que elas realmente amam o voleibol e apresentam uma grande paixão. Parece que elas têm conquistado resultados incríveis consistentemente e tenho certeza que se sairão bem no futuro também.


fonte: http://www.voleybolunsesi.com/content.php?cid=12&id=5642&topic=3

Perfil - Carolina Costagrande

Informações Gerais:

Posição: Ponteira
Data de Nascimento: 15/10/1980
Local: El Trébon, Santa Fé, Argentina
Altura: 186 cm
Clube Atual: Evergrand Guangdong (China
)
Possui nacionalidade esportiva italiana desde 2005

Carolina Costagrande está para completar 30 anos e encontra-se na melhor fase de sua carreira. Jogando na série principal da Itália, a A1, desde os 18 anos, Costagrande espera agora ter uma chance para jogar pela seleção italiana, enquanto vem atuando de forma extraordinária pelo Scavolini, seu clube atual. Hoje falaremos um pouco da carreira dessa argentina que muito cedo deixou seu país para ir brilhar no país da bota.


Carolina nasceu em El Trébon, em Santa Fé, em 15 de outubro de 1980, bisneta de italianos, possui duas irmãs, Florence e Luisina Costagrande. A última, mais nova, chegou a seguir os passos de Costagrande no vôlei, e inclusive representou a Itália no campeonato Mundial Juniores em 2005, no entanto hoje dedica-se exclusivamente aos estudos.

A estrela de Pesaro começou no vôlei com 8 anos em sua cidade natal mesmo, pelo clube Trebolense. Logo teve seu talento reconhecido e se tornou uma grande promessa no esporte do país. Seu técnico na época era Mario Martinez, por quem Carolina demonstra grande carinho. Você pode reconhecer o nome, já que na temporada de 2008/2009 foi ele o responsável em trazer o time do Conegliano a série A1 na Itália. Aos 14 anos veio a primeira convocação para uma seleção argentina e aos 16, ainda muito jovem, a jogadora se mudou para Buenos Aires, onde foi atuar pela equipe do Boca.



Assim como acontece com um gra
nde número de atletas argentinos de talento em diferentes esportes, Costagrande viu a aoportunidade de deixar a Argentina para crescer no exterior, e foi o que fez. Aos 18 anos ela se mudava para a Itália. Seu primeiro clube no país foi o Marsí Palermo, com quem assinou no dia 31 de janeiro de 1999.

Na temporada seguinte, 1999/2000, a jogadora se mudou para o Brums Busto Arsizio e tinha como companheira de equipe alguns nomes muito conhecidos hoje em dia, mas que na época não passavam de jovens atletas, como a levantadora Lo Bianco, a meio Jenny Barazza e a oposta Elisa Togut. A equipe baseava-se em jovens promessas, e não conseguiu chegar aos playoffs da Lega.

No final de 2000 Costagrande assinou com o Mirabilandia Teodora Ravenna, essa sim, uma equpe competitiva e com o clube chegou na temporada 2000/2001 às semifinais do campeonato Italiano, quando perdeu a série semifinal para o Foppapedretti Bergamo.

Aos 21 anos, Carolina se tornou capitã da seleção argentina, seleção que defendeu até o Mundial de 2002. A Argentina estava no grupo com Rússia, Estados Unidos, Repúplica Dominicana, Porto Rico e Quênia e não conseguiu avançar a segunda fase da competição. Se despediram do torneio conseguindo somente uma vitória em cima do Quênia, e o Mundial acabou se tornando o último ato de Costagrande pela seleção. Após esse, e com a falta de retorno e investimento na seleção, a jogadora optou não representar mais o país e decidiu dedicar-se a sua carreira na Itália.



Entre os anos de 2001 a 2003, Jesi foi a casa da argentina. Após um primeiro ano sem muitos resultados, o clube dedidiu investir mais e montou uma equipe forte para a temporada 2002/2003, que entraria na briga por títulos. Carolina teve ao seu lado as italianas Lo Bianco, Togut, Leggeri, além da americana Phipps. O Monte Schiavo no entanto não conseguiu os títulos que desejava, foi parado por Novara e Perugia, nas semifinais do campeonato Italiano e final da Coppa Itália respectivamente.

Costagrande continuava sua trilha na Itália, em 2003 retornou ao Ravenna e na temporada seguinte foi para o Infotel Europa systems Forli, onde jogou ao lado da brasileira Angela Moraes. Está foi uma boa temporada para a jogadora, marcou 316 pontos até sua última partida, mas novamente não passava das quartas de final.

Porém o sucesso na carreira ainda estava por vir. Foi em Pesaro que Costagrande começou a marcar seu nome na história do voleibol italiano, conquistando seus primeiros títulos e prêmios.



No clube desde 2005, essa temporada 2009/2010 marca a quinta da jogadora pelo Scavolini, o que torna esse o time que ela representou por mais tempo em sua carreira. Foi em Pesaro também que Carolina decidiu adotar a cidadania italiana. Desde que chegou, os sucessos foram muitos, conquistou a Supercoppa Italiana nos anos de 2006, 2008 e 2009, a Coppa CEV em 2006 e 2008, a Coppa Itália inédita para o clube ano passado, em 2009 e se tornou atual bi-campeã italiana, vencendo os Scudetto nas últimas duas temporadas, 2007/2008 e 2008/2009. O Scavolini, no entanto, ainda não conseguiu vencer a Champions League, principal torneio de clubes da Europa, e este é o principal objetivo da equipe nesta temporada.


Em Pesaro, Costagrande pode conviver com diversos brasileiros, como as jogadoras Sheilla, Mari, Georgete, Jaqueline, além dos técnicos Angelo Vercesi e Zé Roberto. Essa colônia brasileira na equipe italiana nos últimos anos fez com que a argentina se aproximar muito da cultura brasileira, da qual ela se diz admiradora. Na revista Pallavolo Supervolley de 2008, quando entrevistada, a jogadora garante saber português, e que a relação dela com o técnico Vercesi, quem considera como um irmão, é a prova de que não existe essa coisa de rivalidade entre Brasil e Argentina. A título de curiosidade, Carolina visitou o país em 2007, onde ficou treinando com a Seleção brasileira um tempo, e na Pallavolo de maio de 2009 citou a música Nada pra mim da cantora Ana Carolina como uma das favoritas na época.


Nos últimos anos, Costagrande vem dedicando-se também ao vôlei de praia no período entre temporadas, ela acredita que isso a deixa em melhor forma, e a ajuda a se apresentar melhor na temporada por vir. Em 2008, fez dupla com a companheira de equipe Brussa para disputar o torneio de praia dos clubes italianos, e com Lucia Lunghi chegou a jogar uma etapa do circuito mundial da FIVB em Barcelona. Em 2009, jogando ao lado de Valeria Rosso (meio de rede do Novara), disputou as etapas de Osaka no Japão, Seul na Coréia e Stare Jablonski na Polônia, onde acabou sendo eliminada após perder para a dupla brasileira Shelda e Ana Paula por 23-25 e 15-21.


Ela segue no Scavolini em busca de mais títulos essa temporada. O time está atualmente liderando a tabela do campeonato italiano com 46 pontos, 5 a frente do segundo colocado Villa Cortese. E segue na luta pelo título da Coppa Itália e na busca por uma vaga do Final Four da Champions.

Ao longo dos anos, Carolina Costagrande se demonstrou uma máquina de fazer pontos, e agora, mais experiente espera poder mostrar todo seu talento também nas quadras ao redor do mundo. Uma coisa é certa, os fãs italianos estão ansiosos pela próxima convocação e esperam ver logo essa grande jogadora representando seu país.



Atualização:
- Campeã Italiana 2009/2010: Carolina Costagrande se tornou tri-campeã consecutiva italiana com o Scavolini Pesaro, ao bater a equipe do Mc-Carnachi Villa Cortese na final em 3 partidas, vencendo as duas primeiras por 3x2 em casa, e a última por 3x0 em Milão.
- 2012/2011: Assinou com o Dinamo Moscou
- 2011/2012: Assinou com o Evergrande Guangdong (China)
- 2011: Campeã e MVP da Copa do Mundo do Japão (Classificada para os Jogos Olímpicos de Londres 2012)
- 2011/2012: Campeã da Liga Chinesa com o Evergrande
- 2012/2013: Renovou com o Evergrande


Fonte: site da Lega; revista Pallavolo Supervolley