
O técnico da seleção italaiana, Massimo Barbolini, deu uma entrevista para a imprensa italiana falando sobre os planos para esse ano e para o futuro, depois de quatro anos no comando da seleção principal. Mas ainda não divulgou a convocação.
Barbolini falou sobre Carolina Costagrande, argentina que se naturalizou italiana, que muitas vezes deixou claro que gostaria de vestir a 'maglia azzurra' e depois da saída de Tai Aguero seria natural a sua convocação. Mas não acontecerá. A não convocação da jogadora não é um sinal que ela está vetada no time, pelo contrário, Barbolini a admira muito.
"É uma jogadora que me agrada muito e fico triste de não tê-la com a gente. Porém o nosso projeto prevê o crescimento de um grupo grande de jogadoras, que se dispõem a fazer sacrifícios para conquistar seu espaço. Se na primeira oportunidade, ao invés de usar uma das meninas que vem trabalhando eu chamasse uma outra, ainda que uma jogadora de qualidade como a Carolina, eu daria uma mensagem errada."
Barbolini quis manter essa informação em segredo enquanto Carolina estava disputando a final do campeonato italiano, depois conversou com ela e explicou a situação. E deve ter sido convincente, porque Carolina, que pode vestir a camisa italiana ano que vem, visando as Olímpiadas de 2012, se colocou a disposição da seleção em caso de qualquer emergência.
"Somos uma seleção vencedora, estamos acostumados a sermos protagonistas, no Mundial o cerco se fecha. Acredito que podemos ser competitivos. Meu foco foi nas meninas que vem crescendo seja no clube, seja com a seleção. Encontrei muita disponibilidade. É importante a vontade de jogar que essas meninas tem, não é possível jogar ao máximo em todos os jogos, mas se você estiver fisicamente bem fica melhor. Tenho a sorte de ter um time que me acompanha. Vale a pena."
Quem jogará no lugar de Aguero?
"Nossa oposto de ofício é Serena Ortolani. Mas tenho uma outra idéia que quero testar durante o verão. Jogaremos também com três centrais com Simona Gioli de oposta. Ela é a com as características ideais para cumprir a função. Então, antes do Mundial avaliaremos e decidiremos. Mesmo com a Tai, sempre foi uma responsabilidade dividida por 7. A força desse time sempre foi essa. O equilíbrio. Mantivemos sempre um nível de jogo graças à técnica e à experiência."
Um treinador não vive só da técnica. Deve ter também um pouco de psicólogo.
"Sim, gerir o caráter das atletas é fundamental. É preciso fazer entender que todos remamos por um mesmo objetivo. A colaboração é fundamental. E quando surgem os problemas, podemos superá-los."
Mundial 2014 na Itália. Você pensa?
"Não. Estou habituado aos clubes. Tem pouco tempo para projetos de longo prazo, talvez consiga finalizar um. Eu tenho dois anos de contrato, seria inútil fazer por mais tempo. Deve, de qualquer forma, conseguir os resultados logo."
Esse ano as atividades começam tarde.
"Sim. Foi um campeonato duro, depois de uma temporada cheia com a seleção. O repouso longo é importante. Especialmente para a cabeça."
fonte: vivovolley.net








