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sábado, 9 de abril de 2011
Mundial de 2014 voltará a ser disputado com quartas de final
O Comitê de Administração da FIVB confirmou hoje, após reunião que durou 3 dias organizada pela entidade em Lausanne, na Suíça, que o Campeonato Mundial de 2014, que será realizado na Itália no feminino e na Polônia no masculino, terá novo sistema de disputa. A competição voltará a a ser disputado em quartas de final, semifinais e final, o que não aconteceu na última edição do torneio, quando após fases qualificatórias, somente os 4 melhores times disputaram um Final Four, com semifinais e final. A última vez que a competição foi disputada neste sistema foi no Mundial de 2002.
A FIVB confirmou também que dos 24 participantes, somente o país sede já tem a vaga garantida, o que significa que veremos 23 países disputando os processos qualificatórios (antes, o campeão da edição anterior do Mundial também já estava automaticamente classificado, o que não irá acontecer nesta edição).
Fórmula:
As 24 equipes serão divididas em quatro grupos com 6 seleções, onde todos jogam contra todos do grupo. As 4 melhores seleções de cada grupo avançarão a uma segunda fase contendo dois grupos com 8 equipes cada. Os quatro melhores de cada grupo passarão a fase de quartas de final.
Vagas:
O Comitê optou por manter o número de vagas por continente para 2014 como aconteceu em 2010.
Ásia 4
África 2
Europa 10 (incluindo a Itália, já classificada como sede)
América do Sul 2
NORCECA 6
fonte: fivb.com
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Grupos do Qualificatório Europeu para o Campeonato Mundial Junior definidos
A Confederação Européia definiu os grupos para a disputa do Qualificatório Europeu para o Mundial Junior 2011, que irá acontecer no Peru. A Europa terá direito a 6 vagas no Mundial, sendo que uma delas já pertence a Itália, campeã Européia Junior 2010. Por isso, 18 seleções lutam ainda pelas 5 vagas restantes. As datas das partidas, assim como os confrontos, ainda estão para serem divulgados pela CEV, e devem sair agora em Março.
Grupo A na Sérvia (local a ser definido):
Sérvia, Polônia, Grécia, Portugal, Montenegro
Grupo B em Novalja (CRO):
República Tcheca, Bélgica, Croácia, Romênia
Grupo C em Moscou (RUS):
Alemanha, Rússia, Finlândia, Israel, Dinamarca
Grupo D em Bardejov (SVK):
Turquia, Eslováquia, Françe, Bulgária
fonte: cev.lu
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Cadê o fair-play Brasil?
Em entrevista na coletiva de imprensa que aconteceu no retorno do Japão, a central Merkulova criticou as brasileiras por não mostrarem fair-play após a final do Mundial. A russa se mostrou desapontada pelo fato das brasileiras não terem ido sequer cumprimentá-las na rede após o fim do jogo.
"Esse ano foi um encontro um pouco diferente. Em 2006 vencemos o Mundial pela primeira vez em 16 anos. Todo mundo era um mar de alegria naquela ocasião, mas era tudo só para nós. Esse ano estávamos todas acostumadas, mas ao contrário, algo inesperado aconteceu. Mas as coisas agora são diferentes. Ficamos tristes que após a partida elas sequer foram nos cumprimentar na rede, nós não nos enfileiramos. Nós fomos até a rede, como de usual no vôlei, mas elas simplesmente deixaram a quadra frustadas, e foi isso. Acho que talvez elas estavam com raiva de nós pelo último Mundial, e queriam usar esse para se vingar. Mas não funcionou", disse a central russa decepcionada com a atitude brasileira.
As jogadoras russas todas já se apresentaram a seus clubes, já que neste fim de semana começa o campeoanto russo 2010/2011.
fonte: championat.ru
"Esse ano foi um encontro um pouco diferente. Em 2006 vencemos o Mundial pela primeira vez em 16 anos. Todo mundo era um mar de alegria naquela ocasião, mas era tudo só para nós. Esse ano estávamos todas acostumadas, mas ao contrário, algo inesperado aconteceu. Mas as coisas agora são diferentes. Ficamos tristes que após a partida elas sequer foram nos cumprimentar na rede, nós não nos enfileiramos. Nós fomos até a rede, como de usual no vôlei, mas elas simplesmente deixaram a quadra frustadas, e foi isso. Acho que talvez elas estavam com raiva de nós pelo último Mundial, e queriam usar esse para se vingar. Mas não funcionou", disse a central russa decepcionada com a atitude brasileira.
As jogadoras russas todas já se apresentaram a seus clubes, já que neste fim de semana começa o campeoanto russo 2010/2011.
fonte: championat.ru
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Seleção russa se encontra com Presidente do país
As jogadoras russas tiveram hoje, dia 17, um encontro com o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev. Em uma cerimônia oficial, o presidente russo recebeu as campeãs mundiais para parabenizá-las pessoalmente pelo título conquistado no Japão. Depois de um discurso de abertura de Medvedev, a capitã Maria Borodakova foi convidada a deixar suas palavras.
"Ao ir para o Campeonato Mundial no Japão, entendemos claramente que defender um título é muito mais difícil do que conquistá-lo pela primeira vez. Muitos especialistas não nos colocavam entre os favoritos do torneio, apesar da nossa equipe ter renovado só pela metade. E apesar da forte concorrência e rivalidade, conseguimos conquistar a vitória. Durante o torneio, sentimos o apoio dos nossos amados, famílias, de todo o país. Então gostaria de agradecer a todos que torceram por nós. é claro que um time não é feito somente de 12 ou 14 jogadoras, existe toda uma equipe por trás que nos auxiliou durante a preparação para o Mundial. Assim, em nome de todas as jogadoras, eu quero agradecer a comissão técnica, ao nosso preparador físico e ao manager da equipe. Muito obrigada a todos do nosso país. Essa vitória é para vocês, uma vitória para a Rússia. Obrigada a todos por sua torcida."
fonte: sbvolley.ru
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Sokolova: "Retorno para os Jogos Olímpicos em 2012."
De volta a Rússia, após um mês no Japão, a russa Sokolova informou a imprensa local que não irá jogar a próxima temporada pela seleção. No entanto, os fãs não precisam se preocupar, pois não é um adeus. A ponteira espera retornar em 2012 e jogar mais uma Olimpíada.
Sokolova: “Eu decidi perder a próxima temporada e não jogar pela Rússia. Quero me concentrar na carreira do clube, mas estarei pronta para retornar para os Jogos Olímpicos de Londres em 2012, caso o time precise de mim e a comissão técnica queira me convocar. Por enquanto não estou finalmente dizendo adeus a seleção. Especialmente porque o único título que ainda me falta, mas que quero realmente ganhar, é o de campeã Olímpica. É o meu sonho, e para isso estarei pronta para retornar a seleção em qualquer posição. Líbero? Porque não? Nesta posição posso jogar até os 40 anos com certeza. Mas falando sério, tudo irá depender do meu estado físico e em quanto a equipe estará interessada em mim.”
fonte: championat.ru, foto: sportbox.ru
Sokolova: “Eu decidi perder a próxima temporada e não jogar pela Rússia. Quero me concentrar na carreira do clube, mas estarei pronta para retornar para os Jogos Olímpicos de Londres em 2012, caso o time precise de mim e a comissão técnica queira me convocar. Por enquanto não estou finalmente dizendo adeus a seleção. Especialmente porque o único título que ainda me falta, mas que quero realmente ganhar, é o de campeã Olímpica. É o meu sonho, e para isso estarei pronta para retornar a seleção em qualquer posição. Líbero? Porque não? Nesta posição posso jogar até os 40 anos com certeza. Mas falando sério, tudo irá depender do meu estado físico e em quanto a equipe estará interessada em mim.”
fonte: championat.ru, foto: sportbox.ru
Gamova dedica vitória a Safronova
As jogadoras russas tinham um motivo especial para conquistar este campeonato mundial. Antes de viajarem ao Japão, visitaram Natalia Safronova na clínica onde continua seu tratamento após sofrer um derrame cerebral durante um treinamento em Moscou no ano passado. Safronova lhes desejou sorte. A ex capitã russa, campeã a quatro anos atrás, acompanhou a todas as partidas, e torceu muito por suas companheiras, e do Japão, ela jamais foi esquecida. De volta a Rússia, a MVP do torneio fez questão de dedicar a vitória a companheira. Gamova, grande estrela deste Mundial, foi a porta voz da equipe, e disse a imprensa russa:
“A situação da Safronova não deve ser esquecida. Natalia, estamos com você! Somos ‘nós’ – você não está sozinha, você está com a gente, você é parte deste time. Talvez em passos lentos, mas nós iremos alcançar o sucesso que estamos todos esperando. Sua vitória sobre a doença será uma vitória de todos nós!”
Na coletiva de imprensa que aconteceu em Moscou no retorno do título Mundial, Gamova aproveitou apra comentar sobre sua atuação e de suas companheiras na final, “Eu não poderia ter vencido sozinha. Simplesmente não é possível. Na verdade, com todo meu coração, estou muito feliz, especialmente porque provamos: nossa vitória há quatro anos atrás não foi um acidente. Antes do quinto set, nos olhamos nos olhos, percebi que cada uma jogaria pela outra. As meninas colocaram seu coração e alma em cada bola que ganhamos. Com esse espírito, não podíamos desistir.”
fonte: championat.ru, foto: sport-express.ru
“A situação da Safronova não deve ser esquecida. Natalia, estamos com você! Somos ‘nós’ – você não está sozinha, você está com a gente, você é parte deste time. Talvez em passos lentos, mas nós iremos alcançar o sucesso que estamos todos esperando. Sua vitória sobre a doença será uma vitória de todos nós!”
Na coletiva de imprensa que aconteceu em Moscou no retorno do título Mundial, Gamova aproveitou apra comentar sobre sua atuação e de suas companheiras na final, “Eu não poderia ter vencido sozinha. Simplesmente não é possível. Na verdade, com todo meu coração, estou muito feliz, especialmente porque provamos: nossa vitória há quatro anos atrás não foi um acidente. Antes do quinto set, nos olhamos nos olhos, percebi que cada uma jogaria pela outra. As meninas colocaram seu coração e alma em cada bola que ganhamos. Com esse espírito, não podíamos desistir.”
fonte: championat.ru, foto: sport-express.ru
Balanço do Mundial por VSF

O Mundial acabou, todas as posições definidas. Vamos fazer um breve balanço sobre o que achamos da campanha dos principais times.
Rússia – Campeã, não tem como dizer que o Mundial não foi muito bom para a seleção russa. O time não conquistava um bom resultado desde a conquista do Mundial em 2006 e agora pode comemorar não só o bi-campeonato, mas também o fato de ter jogado um grande voleibol. A equipe conseguiu reunir jogadoras muito experientes como Gamova e Sokolova à jovens como Startseva e Kosheleva. Não poderia ter dado mais certo. Aliada ao grande talento desse time tinha também uma motivação pra lá de especial: Natalia Safronova
Brasil – Apesar da frustração com a derrota, a seleção brasileira tem que sair satisfeita desse Mundial. Não conseguiu o título inédito, mas esteve perto dele. Repetiu o resultado de quatro anos, mas muito mais que isso, conseguiu jogar um ótimo voleibol, o melhor do campeonato ao lado da Rússia, mesmo sem contar com Mari e Paula. Teve ainda a confirmação de Natalia, que teve que encarar uma nova função. A jovem jogadora se saiu muito bem e fez um ótimo campeonato, sendo um destaque brasileiro ao lado de Sheilla.
Japão – Talvez nem a Rússia tenha saído desse Mundial feliz como o Japão. O país recebeu o campeonato pela segunda vez consecutiva, mas com um resultado muito melhor. Depois de 32 anos, o time que já dominou o voleibol volta a ganhar uma medalha. Um presente para a torcida que lotou todos os jogos do Japão. O ano foi muito bom para a equipe de Manabe. Há muito tempo as japonesas não se apresentava tão bem. Já tinha feito uma bela campanha no Grand Prix e foi ainda melhor agora no Mundial. Mesmo tendo uma chave que abria o caminho para a semi-final, não podemos esquecer que elas quase ganharam do Brasil e tiraram o bronze das americanas.

EUA – A equipe americana com certeza esperava ganhar uma medalha no Mundial. A medalha não veio e pode-se dizer que o time ficou aquém do que podia. Após vencer o Grand Prix onde jogou um voleibol de alto nível, revelando Hooker e Glass e contando com a volta de Sykora, Logan e Akinrandewo, tudo indicava que o Mundial teria um final feliz para as americanas. Mas o time foi caindo de rendimento ao longo do campeonato. Após perder a semi-final para a Rússia, o time não conseguiu bater as donas da casa. Só não saiu de mãos vazias porque Sykora foi a melhor líbero e Logan Tom a melhor recepção.
Itália – É claro que a Itália queria mais que um quinto lugar nesse Mundial. Mas se você analisar a posição friamente, vale lembrar que essa seria a melhor colocação possível para um time entre Brasil, Itália e EUA, já que os três estavam na mesma chave e apenas dois poderiam ir a semi-final. Já que foi o time italiano que ficou de fora da fase final o melhor que poderiam conseguir, elas conseguiram. O único porém é o caminho que levou a Itália até ali. A derrota para a República Tcheca ficará marcada, ainda mais do que a para o Brasil. Mas o time tem que ficar feliz com o seu poder de recuperação. Mesmo com poucas chances, o time fez bons jogos e algumas jogadoras que não vinham bem cresceram, principalmente Lo Bianco e Cardullo.
Turquia – A Turquia melhorou bastante em relação ao Mundial de 2006, mas vai lamentar não ter conseguido uma regularidade durante o campeonato. O time conta com uma atacante fora de série, mas acabou ficando muito dependente dela. Darnel foi espetacular, mais uma vez maior pontuadora, mas não poderia sozinha levar o time mais longe do que o sexto lugar que conquistaram. O time turco mostrou ao mundo boas jogadoras e tem tudo para crescer ainda mais como equipe, já que seu campeonato está a cada ano mais forte.

Alemanha – A Alemanha segue sua caminhada para o desenvolvimento do time, que conta com muitas jogadoras jovens. A equipe fez um belo Mundial e poderia ter chegado até em uma melhor posição. Sua oposta foi o grande destaque. Kozuch foi a maior pontuadora em diversos jogos. Na reta final, Fürst conseguiu ser a melhor bloqueadora, como havia acontecido há quatro anos. O time de Guidetti está no caminho certo para tentar se classificar para as Olimpíadas, ainda que a disputa na Europa seja muito acirrada.
Sérvia – Para um time que foi medalhista na última edição, é claro que ficar em oitavo não deve ser muito comemorado. Mas se pensar nas jogadoras que o time perdeu de lá para cá e na quantidade de meninas que foram para o Japão, o resultado não é um desastre. O que frustrou mais o time foi ter jogado muito bem contra o Japão, mas ter perdido o jogo. E depois alguns jogos ruins contra adversários europeus. O time segue com problemas com seu treinador, enquanto não conseguirem resolver é difícil imaginar que a Sérvia volte a se destacar, mesmo tendo ótimas jogadoras em seu elenco.
Polônia – O time polonês optou por ir ao Japão sem sua maior estrela (ao menos sua jogadora mais famosa), Skowronska. Para compensar tinha a volta de Glinka. É difícil avaliar o quanto a oposta fez falta, mas com certeza a Polônia poderia ter ido melhor. Possivelmente esperava ir melhor. O time conta com atacantes absolutamente fantásticas e tem a experiência de jogar o Grand Prix todo ano. Mas por algum motivo, em jogos chave, a equipe não se saiu bem. Glinka e Werblinska foram os destaques do time.
China – A China figurou entre os melhores times na última década, mas agora está passando por um processo de renovação. E é normal que o time sofra um pouco. Não dá para dizer que o campeonato foi bom para o padrão chinês, ao ficar em décimo, mas há de se considerar outros fatores para avaliar a colocação. Diria que não chega a surpreender que tenham ficado fora da briga por melhores posições. Como consolo, a levantadora Wei, substituta de Feng, foi considerada a melhor na posição.

Holanda – Quem tem uma jogadora com a Flier, sempre espera ir longe nos torneios que participa. E ela de fato jogou muito bem. A expectativa holandesa é ainda maior porque o time se conhece muito bem, é uma verdadeira família. A Holanda fez bons jogos, por pouco não ganhou da Itália, mas ao longo do campeonato o físico foi pesando. A equipe sofreu com o desfalque da ponteira Stam, embora Grothues tenha a substituído a altura. O resultado certamente ficou abaixo do que o time queria e esperava. Pode complicar um pouco o sonho de ir as Olimpíadas. Outro ponto a se destacar é a personalidade da jovem levantadora Laura Dijkema, que até pouco tempo não era nem profissional e já teve que encarar um Mundial.
Cuba – O time cubano começou o campeonato com muitos questionamentos. Correu risco de ficar fora da segunda fase, mas acabou se classificando e foi crescendo na competição. Lideradas por Carcaces, que foi a maior pontuadora em várias rodadas, as cubanas deram trabalho para muitos times, fechando a segunda fase com uma vitória sobre a Itália. Terminar em 12º, em um Mundial equilibrado como esse, não chega a ser ruim, para um time que está tentando voltar ao cenário internacional e que apresentou uma bela novidade no Japão: em alguns momentos Cuba abandonou o esquema que usou por tanto tempo e jogou no 5 e 1. Para um time novo esse foi só o primeiro passo de uma longa caminhada.
Dos demais times, que foram eliminados antes da fase final, com certeza a grande surpresa foi a República Tcheca. As européias jogaram muito bem, enquanto o corpo aguentou. Havlikova e Havelkova fizeram um ótimo campeonato. Plchotova também, mas o time sentiu por não estar habituado a fazer tantos jogos em pouco tempo. A Coréia também foi muito bem. Contando com uma jogadora de exceção, a Kim, o time saiu da primeira fase com apenas uma derrota, mas depois acabou não indo adiante. Outros times que na classificação podem não estar tão bem, mas que saem satisfeitas desse Mundial são Tailândia e Croácia. Por outro lado, alguns saem frustrados, especialmente a República Dominicana, que vem crescendo com o trabalho do treinador Marcos Kwiek, mas que não se classificou nem para a segunda fase.

O Mundial foi equlibrado. Um pouco irregular, mas equilibrado. Tirando Brasil e Rússia, todos os times alternaram bons e maus momentos. Um dia faziam um jogo brilhante, no dia seguinte estavam irreconhecíveis. Muitos sets ganhos com placares dilatados. Mas foi também um Mundial de grandes jogadoras. Principalmente de opostas. Quase todas as seleções (ao menos entre as melhores) tinham em suas opostas jogadoras diferenciadas. É sempre difícil comparar um torneio com outro para dizer qual foi melhor. Bem, não importa se esse Mundial foi melhor ou pior que outros. O bom é poder passar quase 20 dias vendo vôlei de alto nível, mesmo que isso tenha custado muitas noites de sono. Foram perdidas com muito prazer.
domingo, 14 de novembro de 2010
Melhores e Classificação Final

Melhores do Mundial:
MVP - Ekaterina Gamova (Rússia)
Maior Pontuadora - Neslihan Darnel (Turquia)
Melhor Saque - Maret Grothues (Holanda)
Melhor Ataque - Tatiana Kosheleva (Rússia)
Melhor Bloqueio - Christiane Fürst (Alemanha)
Melhor Levantadora - Wei Qiuyue
Melhor Líbero - Stacy Sykora (EUA)
Melhor Recepção - Logan Tom (EUA)
Classificação Final -
1. Rússia
2. Brasil
3. Japão
4. EUA
5. Itália
6. Turquia
7. Alemanha
8. Sérvia
9. Polônia
10. China
11. Holanda
12. Cuba
13. Coréia
13. Tailândia
15. Rep. Tcheca
15. Peru
17. Costa Rica
17. Croácia
17. Rep. Dominicana
17. Porto Rico
21. Argélia
21. Canadá
21. Cazaquistão
21. Quênia
Final Round: Final

Rússia 3x2 Brasil (21-25, 25-17, 20-25, 25-14, 15-11) - Estatísticas
Brasil e Rússia foram os melhores times do campeonato e chegaram à final invictas. Mas só um poderia sair de quadra campeão. As duas seleções se preparam para esse momento e agora eram 12 jogadoras de cada lado para decidir quem levaria o ouro. Era natural que a tensão tomasse conta do jogo, que foi muito equilibrado, ainda que os times não tenham conseguido jogar o seu melhor ao mesmo tempo.
O Brasil ganhava um set e prontamente a Rússia respondia. O Brasil começou muito bem o jogo, abriu logo no placar. A Rússia esboçou uma reação, mas o Brasil fechou e deu um passo para o título. Mas veio o segundo set e a história mudou. Dessa vez foi a Rússia quem comandou o marcador. Quando parecia que o jogo tinha tomado outro caminho, o Brasil retomou as rédeas e mais uma vez ficou em vantagem.
Veio o quarto o set e talvez ali o Brasil tenha cometido seu primeiro grande erro. Era o set decisivo para a Rússia, que tinha que vencer ou vencer, mas poderia ser também para o Brasil. Uma vitória ali botava fim no campeonato. A Rússia foi muito competente, aplicada, passou a tocar em todas as bolas brasileiras e não precisou se desgastar nem física nem mentalmente para levar a decisão ao tie-break.
Nada mais justo para decidir um campeonato onde os dois times tiveram campanhas tão parecidas. O quinto set chegou e tudo que foi feito antes não importava mais. Eram 15 pontos para descobrir quem seria o campeão do Mundo. Apesar da derrota no set anterior, o Brasil começou muito bem e teve chance de abrir 8-5. Mas a Rússia tem dois patrimônios do voleibol, que na hora em que o time mais precisou, se fizeram presente. Sokolova e Gamova foram impecáveis. A segunda com 35 pontos, com direito à uma cravada inacreditável, pela execução e pelo momento. O esporte proporciona muitas alegrias, mas também traz momentos de pressão, com requintes de crueldade. A Rússia saiu vencedora. Como há quatro anos venceram o Brasil na final. Como há quatro anos, os dois times merecem todos os elogios. A Rússia é a campeã mundial porque foi o time mais competente do campeonato. Jogou muito bem contra todos os adversários. Na final, suas estrelas fizeram a diferença. O time foi melhor que o Brasil em praticamente todos os fundamentos. É difícil falar em merecimento em um momento como esse. O Brasil não tem que pedir desculpa. A tristeza é normal e deve ser sentida, pois foram meses trabalhando. Mas temos que lembrar que a Rússia também trabalhou muito. Não chegou a mais um título por sorte ou acaso. Alias, nem tem um time nesse Mundial que não tenha trabalhado muito, cada um dentro de suas limitações, mas todos dedicam grande parte da vida para se preparar para campeonatos como esse. Quantos times, quantas jogadoras merecem ser campeãs mundiais ou olímpicas?? Muitos, muitas. Mas o título só pode ficar com um. E isso não torna os outros menos merecedores, não invalida todo o processo. Eram 32 times, estar entre os melhores tem que ser motivo de orgulho. Poder ir ao Japão disputar o Mundial é um motivo de orgulho. A Rússia foi a mais competente na hora em que deveria ser. Por isso é campeã Mundial. Parabéns às russas, parabéns a todos que participaram desse Mundial! Muito bom passar esses dias vendo tantas estrelas pelas quadras, muito bem representadas hoje pelo talento de Ekaterina Gamova, merecidamente MVP (o que já poderia ter acontecido também em 2006). Parabéns ao voleibol. Daqui a quatro anos tem mais. Ainda bem, porque já estamos com saudade.
fonte: fivb.com
Final Round: 3º e 4º

EUA 2x3 Japão (25-18, 23-25, 25-21, 19-25, 8-15) - Estatísticas
A disputa de bronze já é um jogo difícil porque os dois times vem de derrotas. Do jeito que EUA e Japão perderam então, torna tudo mais difícil. EUA não fizeram um bom jogo contra a Rússia e o Japão viu a final bem de perto, mas levou a virada em um jogo duríssimo contra o Brasil. E hoje uma nova maratona pela frente. Em poucos jogos a bola é tratada com tanto carinho como quando Japão e EUA estão em quadra. Defesas incríveis dos dois lados. As americanas foram melhor no bloqueio, já o Japão mais efetivo no saque. Os EUA começaram o jogo melhor, mas no segundo set o Japão veio empolgado pela torcida e empatou a partida. Mais uma vez o intervalo entre o segundo e terceiro set foi ruim para o Japão. Os EUA que jogaram com a levantadora Berg, melhoraram no ataque. No quarto set foi a vez do Japão melhorar o seu poder ofensivo. Jogo empatado e no tie-break as japonesas foram melhores. As americanas pagaram pelos erros cometidos em todo jogo. Depois de 32 anos, o Japão é medalhista de um Mundial e presentei sua apaixonada com um honroso bronze. Os EUA podem ficar tristes com o resultado, mas muito satisfeitos com o trabalho feito esse ano. "Descobriram" Hooker e Glass, recuperaram Sykora e tem agora com o técnico McCutcheon um grupo de grandes jogadoras. Independente do resultado de hoje os dois podem sair muito felizes.
fonte: fivb.com
Final Round: 5º-8º

Itália 3x0 Turquia (25-23, 25-20, 25-21) - Estatísticas
Itália e Turquia podiam ter feito uma das semi-finais, mas tiveram que se contentar com a disputa do 5º lugar. E as italianas entraram dispostas a terminar o campeonato na frente das adversárias européias. O jogo só foi equilibrado no primeiro set. A partir daí o bloqueio italiano neutralizou o ataque turco. As opostas foram as maiores pontuadoras: Ortolani e Darnel fizeram 17 pontos. A Itália conseguiu fazer bons jogos nessa fase final, o que diminui um pouco a frustração de ficar fora da semi-final. A Turquia melhorou o resultado de quatro anos. Apesar da recente troca de técnico a equipe conseguiu bons momentos nesse campeonato, não fosse a irregularidade o time poderia ter ainda mais longe.

Sérvia 1x3 Alemanha (25-20, 21-25, 22-25, 23-25) - Estatísticas
A Sérvia começou o jogo sem sua capitã, Nokolic, substituída por Vesovic. Ela foi a maior pontuadora de seu time, com 19 pontos. Mas a Alemanha tem Margareta Kozuch, que acabou o jogo com 29. Os dois times erraram muito, o que deixou o jogo equilibrado. No primeiro set, a Sérvia começou bem e conseguiu manter a margem no placar até o final. Nos sets seguintes a energia alemã fez a diferença. Embora representem um país com fama de ter pessoas frias, as meninas de Guidetti vibram muito em quadra. Na verdade, as duas equipes foram a cara de seus treinadores nesse jogo. Enquanto as alemãs comemoravam cada ponto como se estivessem jogando uma final, o mau humor de Terzic parece ter contaminado as sérvias. As constantes substituições do treinador, algumas vezes sem sentido, deixam a equipe sem confiança. Elas lutaram, até porque é característica desse time lutar muito, mas a energia da Alemanha se sobressaiu. O time tinha mais volume de jogo, corria atrás de todas as bolas e foi minando as atacantes da Sérvia aos poucos. Em um jogo tão equilibrado, entre times que se conhecem muito, qualquer detalhe pode fazer a diferença. A Alemanha fez muitas defesas e teve Kozuch para transformá-las em pontos. A Sérvia, que vinha de uma medalha de bronze em 2006, ficou em 8º. Já a Alemanha melhorou quatro posições e termina em 7º dessa vez.
Classificação -
5º -Itália
6º - Turquia
7º - Alemanha
8º - Sérvia
fonte: fivb.com
Final Round: 9º-12º

Polônia 3x0 China (25-23, 25-22, 25-21) - Estatísticas
Na briga pela nona colocação, um jogo disputado, mas que já apontava seu vencedor desde o início. A China conseguiu se manter próxima no placar durante toda partida, mas a Polônia parecia ter o jogo sob controle. Os dois times sacaram bem, mas o ataque polonês fez a diferença. Kaczor, que ficou fora em alguns jogos, foi a maior pontuadora e Glinka, mais uma vez, fez uma grande partida. O Mundial pode não ter acabado da maneira como os times esperavam, até pela irregularidade que mostraram durante o campeonato, mas pelo menos fizeram um bom jogo para encerrar os dias no Japão. A Polônia deve ficar especialmente feliz com o resultado, já que há poucos dias, quando se enfrentaram pela primeira vez, foi a China quem venceu em três sets. A vitória veio tarde, mas veio.
Holanda 3x0 Cuba (32-30, 25-20, 25-17) - EstatísticasO jogo envolvia os dois times que perderam ontem, mas nem por isso eles entraram em campo pouco dispostos. Cuba começou melhor e esteve na frente no placar por todo primeiro set, mas diferente do que normalmente acontece, elas não souberam aproveitar a vantagem que tinham e viram a Holanda empatar um set que venciam por 24-20. As equipes seguiram trocando pontos até a Holanda fechar na segunda chance que teve. A recuperação animou o time de Selinger que dominou a segunda parcial, até abrir 24-21. Cuba quase vingou o set anterior, mas na terceira chance as holandesas fecharam o set para abrir 2-0. O terceiro set foi o menos equilibrado e o time cubano não ofereceu muita resistência. Assim, a Holanda conseguiu a segunda vitória sobre Cuba no campeonato e termina em 11º e Cuba em 12º, após um jogo em que os dois ataques foram muito bem, mas o bloqueio e a defesa holandesa fizeram a diferença nos momentos decisivos. Maret Grothues foi o destaque da partida, coroando o grande mundial que fez.
Classificação -
9º - Polônia
10º - China
11º - Holanda
12º - Cuba
fonte: fivb.com
sábado, 13 de novembro de 2010
Mundial 2010: Programação das finais
11ª-12ª:
2:00h Holanda x Cuba
9ª-10ª:
3:00h Polônia x China
7ª-8ª:
4:30h Sérvia x Alemanha
5º-6º:
7:00h Itália x Turquia
3º-4º:
6:00h Japão x EUA
FINAL:
8:30h Rússia x Brasil
fonte: fivb.com
2:00h Holanda x Cuba
9ª-10ª:
3:00h Polônia x China
7ª-8ª:
4:30h Sérvia x Alemanha
5º-6º:
7:00h Itália x Turquia
3º-4º:
6:00h Japão x EUA
FINAL:
8:30h Rússia x Brasil
fonte: fivb.com
Mundial 2010 - Estatísticas das Melhores Jogadoras
O nosso destaque de hoje tinha que vir de uma das semifinais, afinal são os jogos que exigem mais psicologicamente, e seria injusto pensar diferente. Partindo deste princípio, decidimos então que nosso destaque deveria vir da segunda partida das semifinais, por todo esforço e toda pressão envolvida entre brasileiras e japonesas. Talvez o mais certo seria dividir o prêmio pois ambas equipes estiveram de parabéns. Mas para seguir a tradição, o destaque de hoje só pode ir para uma, e é a oposta brasileira Sheilla. Mais regular dentro da partida, Sheilla virou as bolas mais importantes para a seleção do Brasil e manteve a equipe viva até o tie-break. Ao todo a jogadora somou 25 pontos, com 47,50% de eficiência de ataque e 6 bloqueios.
Melhores da Rodada -
Maior Pontuadora: Yukiko Ebata (JPN) - 29 pnts
Melhor Atacante: Kenia Carcaces (CUB) - 70,27%
Melhor Bloqueadora: Ingrid Visser (HOL) - 7 bloqueios
Melhor Sacadora: Maret Grotheus e Manon Flier (HOL) - 3 aces
Melhor Defesa: Yuko Sano (JPN) - 26 defesas (5,20)
Melhores das Semifinais -
Maior Pontuadora: Yukiko Ebata (JPN) - 29 pnts
Melhor Atacante: Tatiana Kosheleva (RUS) - 55,56%
Melhor Bloqueadora: Sheilla Castro (BRA) - 6 bloqueios
Melhor Sacadora: Destinee Hooker (EUA) - 2 aces
Melhor Defesa: Yuko Sano (JPN) - 26 defesas (5,20)
Melhores Jogadoras do Campeonato -
Maiores Pontuadoras:
1. Neslihan Darnel (TUR) - 234 pnts
2. Saori Kimura (JAP) - 212 pnts
3. Kenia Carcaces (CUB) - 208 pnts
Melhores Atacantes:
1. Tatiana Kosheleva (RUS) - 58,22%
2. Yunwen Ma (CHN) - 53,61%
3. Ekaterina Gamova (RUS) - 50,96%
Melhores Bloqueadoras:
1. Fabiana Claudino (BRA) - 0,94 (34 bloqueios)
2. Thaisa Menezes (BRA) - 0,89 (32 bloqueios)
3. Ming Xue (CHN) - 0,88 (30 bloqueios)
Melhores Sacadoras:
1. Maret Grotheus (HOL) - 0,51 (19 aces)
2. Ana Werblinska (POL) - 0,47 (18 aces)
3. Saori Kimura (JPN) - 0,46 (18 aces)
Melhores Defensoras:
1. Stacy Sykora (EUA) - 4,86 (170 defesas)
2. Kerstin Tzscherlich (ALE) - 3,59 (122 defesas)
3. Yuko Sano (JPN) - 3,54 (138 defesas)
Melhores Levantadoras:
1. Alisha Glass (EUA) - 9,63
2. Qiuyue Wei (CHN) - 9,53
3. Yoshie Takeshita (JPN) - 9,23
Melhores na Recepção:
1. Logan Tom (EUA) - 59,48%
2. Antonella Del Core (ITA) - 57,22%
3. Jaqueline Carvalho (BRA) - 55,29%
Melhores Líberos:
1. Stacy Sykora (EUA) - 7,23
2. Svetlana Kryuchkova (RUS) - 6,31
3. Yuko Sano (JPN) - 6,10
fonte: fivb.com
Melhores da Rodada -
Maior Pontuadora: Yukiko Ebata (JPN) - 29 pnts
Melhor Atacante: Kenia Carcaces (CUB) - 70,27%
Melhor Bloqueadora: Ingrid Visser (HOL) - 7 bloqueios
Melhor Sacadora: Maret Grotheus e Manon Flier (HOL) - 3 aces
Melhor Defesa: Yuko Sano (JPN) - 26 defesas (5,20)
Melhores das Semifinais -
Maior Pontuadora: Yukiko Ebata (JPN) - 29 pnts
Melhor Atacante: Tatiana Kosheleva (RUS) - 55,56%
Melhor Bloqueadora: Sheilla Castro (BRA) - 6 bloqueios
Melhor Sacadora: Destinee Hooker (EUA) - 2 aces
Melhor Defesa: Yuko Sano (JPN) - 26 defesas (5,20)
Melhores Jogadoras do Campeonato -
Maiores Pontuadoras:
1. Neslihan Darnel (TUR) - 234 pnts
2. Saori Kimura (JAP) - 212 pnts
3. Kenia Carcaces (CUB) - 208 pnts
Melhores Atacantes:
1. Tatiana Kosheleva (RUS) - 58,22%
2. Yunwen Ma (CHN) - 53,61%
3. Ekaterina Gamova (RUS) - 50,96%
Melhores Bloqueadoras:
1. Fabiana Claudino (BRA) - 0,94 (34 bloqueios)
2. Thaisa Menezes (BRA) - 0,89 (32 bloqueios)
3. Ming Xue (CHN) - 0,88 (30 bloqueios)
Melhores Sacadoras:
1. Maret Grotheus (HOL) - 0,51 (19 aces)
2. Ana Werblinska (POL) - 0,47 (18 aces)
3. Saori Kimura (JPN) - 0,46 (18 aces)
Melhores Defensoras:
1. Stacy Sykora (EUA) - 4,86 (170 defesas)
2. Kerstin Tzscherlich (ALE) - 3,59 (122 defesas)
3. Yuko Sano (JPN) - 3,54 (138 defesas)
Melhores Levantadoras:
1. Alisha Glass (EUA) - 9,63
2. Qiuyue Wei (CHN) - 9,53
3. Yoshie Takeshita (JPN) - 9,23
Melhores na Recepção:
1. Logan Tom (EUA) - 59,48%
2. Antonella Del Core (ITA) - 57,22%
3. Jaqueline Carvalho (BRA) - 55,29%
Melhores Líberos:
1. Stacy Sykora (EUA) - 7,23
2. Svetlana Kryuchkova (RUS) - 6,31
3. Yuko Sano (JPN) - 6,10
fonte: fivb.com
Final Round: Semi-Final

Rússia 3x1 EUA (25-16, 13-25, 25-19, 25-21) - Estatísticas
As semi-finais, como se podia esperar, foram marcadas pela tensão. A chance de chegar à uma final mexe com o emocional de qualquer pessoa, seja ela experiente ou não. Na disputa pela primeira vaga, a Rússia controlou melhor os nervos e saiu vitoriosa. Os EUA ainda venceram o segundo set com uma grande margem no placar, mas talvez tenha sido o único momento em que de fato tiveram o controle do jogo. Logan Tom não conseguiu repetir as atuações que fizeram dela uma da maiores jogadoras do mundo e o técnico McCutcheon optou pela experiência de Berg, mas nem a entrada da levantadora mudou o rumo da partida. Mas uma vez o tripé russo fez a diferença. Kosheleva, Gamova e Sokolova seguem ignorando os bloqueios adversários e são a grande esperança do time na busca do bi. A jovem Hooker foi a maior pontuadora, com 23 pontos. Ela e a ponteira Larson foram os destaques do time americano, que agora briga pela medalha de bronze.
Se o primeiro jogo já foi nervoso, imagina esse que envolvia, além das jogadoras, 12 mil torcedores apaixonados. O Brasil entrou em quadra como grande favorito, mas com um jogo travado pelos nervos, foi surpreendido pelos donos da casa. O time brasileiro errava demais, enquanto as japonesas eram praticamente perfeitas. As atacantes brasileiras tinham dificuldades e Zé Roberto brigava com Fabíola. O Japão fechou o primeiro set e seguia bem no segundo, mas o Brasil conseguiu equilibrar o jogo. Tão equilibrado que o Brasil teve várias oportunidades de fechar o set, mas pararam nas defesas nipônicas. Depois de incríveis 39 minutos o Japão abriu 2-0. Veio, então, o famoso intervalo de 10 minutos antes do terceiro set. A pausa que muitas vezes foi aliada do time japonês, hoje pode ter atrapalhado. O time da casa deu ao Zé Roberto tudo que ele precisava: tempo e privacidade para mudar o astral do time. E funcionou. O Brasil voltou outro. O Japão ainda teve chances nos dois sets seguintes, mas a bola não caia mais como antes. Pela equipe brasileira Fabiana, Sheilla e Natália viraram gigantes e a entrada de Sassá mudou o jogo. No tie-break o Brasil foi soberano. O time mostrou que queria muito reeditar a final de quatro anos. E conseguiu. Amanhã, Brasil e Rússia se reencontram para disputar a medalha de ouro. Às japonesas resta a briga pelo pódio, contra as americanas.
fonte: fivb.com
Final Round: 5º-8º

Alemanha 2x3 Turquia (23-25, 18-25, 25-14, 25-20, 11-15) - Estatísticas
Na disputa pelo quinto lugar, dois clássicos europeus. O que a deixa ainda mais acirrada, já que cada ponto pode fazer falta na classificação para as Olimpíadas. O primeiro começou com vantagem para Turquia. Após um primeiro set equilibrado, o time de Darnel foi melhor no fim e saiu na frente no placar. Aproveitando o bom momento, a equipe turca abriu 2-0. Mas o time alemão foi valente e se aproveitou dos erros de seu adversário para diminuir o placar. Kozuch jogou bem e ao lado de Ssuschke se destacou no quarto set, levando sua equipe ao empate. Mas toda luta da Alemanha foi jogada fora com um tie-break ruim. O time chegou a ter vantagem, mas viu a Turquia fazer 5 pontos seguidos para virar o placar e administrar até o final.
Sérvia 0x3 Itália (20-25, 15-25, 22-25) - Estatísticas
Há quatro anos eles disputaram a medalha de bronze. Já decidiram um europeu, mas o jogo de hoje não valia medalha. Na luta para chegar em quinto, a Itália parecia mais empenhada. O jogo trazia um duelo entre duas das melhores levantadoras do mundo. Vantagem para Lo Bianco, que só viu suas atacantes bloqueadas 3 vezes. Os dois primeiros sets foram muito tranquilos para a equipe de Barbolini. No terceiro, a Sérvia chegou a comandar o placar, mas a Itália, com uma boa atuação da central Gioli, se recuperou e fechou o jogo. Amanhã enfrentará a Turquia, enquanto a Sérvia pega a Alemanha.
fonte: fivb.com
Final Round: 9º-12º

Polônia 3x2 Holanda (24-26, 25-22, 25-22, 19-25, 15-9) - Estatísticas
Os dois times chegaram ao Japão com aspirações bem maiores do que disputar a 9ª colocação, talvez por isso tenham cometido tantos erros no primeiro set. Mas era um clássico europeu e ninguém queria perder. Apesar da irregularidade, o jogo foi muito disputado. Manon Flier foi a maior pontuadora, mas quem saiu de quadra foi o time de Glinka. A Polônia conseguiu abrir uma vantagem no placar, mas a Holanda conseguiu reequilibrar a partida com um saque agressivo, que desestabilizou a recepção polonesa. Mas no quinto set, o time holandês errou demais. A Polônia segue na briga para ser a nona colocada.
Cuba acabou a segunda fase com uma grade vitória sobre a Itália. E começou a partida contra a China de forma arrasadora. Ganhou o primeiro set, mas foi só. O jogo foi decidido em detalhes. Quem fosse melhor nos momentos decisivos sairia vencedor. E a China foi mais eficiente. Carcaces fez mais uma partida espetacular, com 28 pontos e 70% de aproveitamento de ataque, mas não pode, sozinha, parar as atacantes chinesas. Cinco fizeram mais do que 10 pontos, em grande noite da levantadora Wei. Amanhã dois confrontos se repetirão: China x Polônia e Cuba x Holanda.
fonte: fivb.com
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Mundial 2010: Programação Semifinais
Semifinais:
4:00h Rússia x EUA
7:00h Japão x Brasil
5º-8º:
4:30h Alemanha x Turquia
7:00h Sérvia x Itália
9ª-12ª:
1:30h Polônia x Holanda
2:00h Cuba x China
fonte: fivb.com
4:00h Rússia x EUA
7:00h Japão x Brasil
5º-8º:
4:30h Alemanha x Turquia
7:00h Sérvia x Itália
9ª-12ª:
1:30h Polônia x Holanda
2:00h Cuba x China
fonte: fivb.com
Tchecas voltam a casa
Depois de realizar um belo Mundial e ser considerada uma das belas surpresas no Japão, as tchecas estão voltando a casa. O time que conseguiu surpreender a Itália e quase surpreender o Brasil, não repetiu as boas atuações na segunda fase, e terminaram essa sem nenhuma vitória. A equipe não está acostumada a jogar internacionalmente e claramente não aguentou o ritmo de jogos seguidos. Mesmo assim, Havelkova e cia podem retornar a casa orgulhosas de seu trabalho, nas estatísticas, destaque para a central Ivana Plchotova, no bloqueio, e para a líbero Julie Jasova. Ontem a noite a equipe realizou seu último jantar no Japão, e hoje pela manhã pegou o vôo em direção a Praga.
fonte:cvf.cz
No jantar, à noite, o técnico Sillie fez questão
de brindar com suas jogadoras
fonte:cvf.cz
Figurinha repetida
O Mundial está chegando ao final e com ele também os momentos mais emocionantes, onde os nervos estarão a flor da pele. Quem saberá lidar melhor com os nervos? Será que a experiência de ter jogado o campeonato outras vezes pode fazer diferença? Mais de 100 jogadoras, que disputaram esse Mundial, estiveram também na edição de 2006. Brasileiras, japonesas e americanas ainda buscam o que deixaram escapar há quatro anos, enquanto as russas querem repetir a dose. A lista das figurinhas repetidas é extensa, mas vale a pena ser conferida.

Gamova, campeã em 2006, luta pelo bi
Alemanha –
Kathleen Weiss, Christiane Fürst, Margaretha Kozuch, Corina Ssuschke, Kerstin Tzscherlich
Brasil –
Carol Gattaz, Fabiana , Sassá, Jaqueline, Fabi e Sheilla
Cazaquistão –
Olga Nassedkina, Korinna Oshimtseva, Yelena Ezau
China –
Yimei Wang, Suhong Zhou, Juan Li, Yunli Xu
Coréia –
Sa Ne Kim, Jie Youn Nam, Yoo Mi Han, Yeon Kong Kim, Song Yi Han, Dae Young Jung, Youn Jpp Hwang, Se- Young Kim
Costa Rica –
Dionicia Thompson, Irene Fonseca, Karen Cope, Angela Wilis, Verania Wilis, Paola Ramirez, Catalina Fernandez, Marianela Alfaro
Cuba –
Yanelis Santos, Lisbet Arredondo, Rachel Sanchez, Kenia Carcaces
EUA –
Heather Bown, Jennifer Tamas, Nancy Metcalf, Nicole Davis
Holanda –
Kim Staelens, Chaine Staelens, Alice Blom, Janekke Van Tienen, Caroline Wensink, Manon Flier, Ingrid Visser
Itália –
Serena Ortolani, Francesca Piccinini, Eleonora Lo Bianco, Paola Cardullo
Japão –
Yoshie Takeshita, Erika Araki, Saori Kimura, Akiko Ino
Peru –
Mirtha Uribe, Patricia Soto, Vanessa Palacios, Yulissa Zamudio, Leyla Chihuan, Elena Kleybanova

Kathleen Weiss, Christiane Fürst, Margaretha Kozuch, Corina Ssuschke, Kerstin Tzscherlich
Brasil –
Carol Gattaz, Fabiana , Sassá, Jaqueline, Fabi e Sheilla
Cazaquistão –
Olga Nassedkina, Korinna Oshimtseva, Yelena Ezau
China –
Yimei Wang, Suhong Zhou, Juan Li, Yunli Xu
Coréia –
Sa Ne Kim, Jie Youn Nam, Yoo Mi Han, Yeon Kong Kim, Song Yi Han, Dae Young Jung, Youn Jpp Hwang, Se- Young Kim
Costa Rica –
Dionicia Thompson, Irene Fonseca, Karen Cope, Angela Wilis, Verania Wilis, Paola Ramirez, Catalina Fernandez, Marianela Alfaro
Cuba –
Yanelis Santos, Lisbet Arredondo, Rachel Sanchez, Kenia Carcaces
EUA –
Heather Bown, Jennifer Tamas, Nancy Metcalf, Nicole Davis
Holanda –
Kim Staelens, Chaine Staelens, Alice Blom, Janekke Van Tienen, Caroline Wensink, Manon Flier, Ingrid Visser
Itália –
Serena Ortolani, Francesca Piccinini, Eleonora Lo Bianco, Paola Cardullo
Japão –
Yoshie Takeshita, Erika Araki, Saori Kimura, Akiko Ino
Peru –
Mirtha Uribe, Patricia Soto, Vanessa Palacios, Yulissa Zamudio, Leyla Chihuan, Elena Kleybanova
Maior pontuadora há quatro anos,
Darnel pode repetir o feito
Polônia –
Mariola Zenik, Paulina Maj
Porto Rico –
Vilmarie Mojica, Tatiana Encarnacion, Sarai Almarez, Aurea Cruz, Karina Ocasio, Alexandra Oquendo
Quênia –
Jane Wachu, Mildred Odwako, Jackline Baraza, Lydia Maiyo, Brackcides Khadambi, Judith Tarus
República Dominicana –
Annerys Vargas, Rosa Caso, Milagros Cabral, Karla Echenique, Cindy Rondon, Prisilla Rivera, Betania De la Cruz
Rússia –
Maria Borodakova, Liubov Sokolova, Svetlana Kryuchkova, Ekaterina Gamova, Yulia Merkulova
Sérvia –
Jelena Nikolic, Natasa Krsmanovic, Jovana Brakocevic, Brizitka Molnar, Jovana Vesovic, Maja Ognjenovic, Suzana Cebic
Turquia –
Gulden Kayalar, Gozde Kirdar, Esra Gumus, Eda Erdem, Seda Tokatlioglu, Neslihan Darnel

Tem também algumas jogadoras que jogaram outras edições. Algumas grandes estrelas estiveram fora em 2006, mas não são estreantes. Jogadoras como Glinka e Logan Tom deixaram o vôlei com saudade por um tempo, mas nessa volta à Mundiais já mostraram seu talento outra vez. Não podemos esquecer aquelas que já estão no seu terceiro ou quarto Mundial, como a italianas Piccinini e Lo Bianco e as holandesas Flier e Visser. Para não deixar ninguém de fora, vale lembrar algumas jogadoras que são experientes, todo mundo está acostumado a ver, mas que vivem pela primeira vez um campeonato Mundial. Não é estranho pensar que Antonella Del Core, Lindsey Berg e Thaísa são novatas??? E aí quem vai tirar mais proveito da experiência que tem? Ou será que o grande destaque dessa fase final será uma estreante?
fonte: fivb.com
Mariola Zenik, Paulina Maj
Porto Rico –
Vilmarie Mojica, Tatiana Encarnacion, Sarai Almarez, Aurea Cruz, Karina Ocasio, Alexandra Oquendo
Quênia –
Jane Wachu, Mildred Odwako, Jackline Baraza, Lydia Maiyo, Brackcides Khadambi, Judith Tarus
República Dominicana –
Annerys Vargas, Rosa Caso, Milagros Cabral, Karla Echenique, Cindy Rondon, Prisilla Rivera, Betania De la Cruz
Rússia –
Maria Borodakova, Liubov Sokolova, Svetlana Kryuchkova, Ekaterina Gamova, Yulia Merkulova
Sérvia –
Jelena Nikolic, Natasa Krsmanovic, Jovana Brakocevic, Brizitka Molnar, Jovana Vesovic, Maja Ognjenovic, Suzana Cebic
Turquia –
Gulden Kayalar, Gozde Kirdar, Esra Gumus, Eda Erdem, Seda Tokatlioglu, Neslihan Darnel
Kim já foi uma surpresa, hoje é realidade
Tem também algumas jogadoras que jogaram outras edições. Algumas grandes estrelas estiveram fora em 2006, mas não são estreantes. Jogadoras como Glinka e Logan Tom deixaram o vôlei com saudade por um tempo, mas nessa volta à Mundiais já mostraram seu talento outra vez. Não podemos esquecer aquelas que já estão no seu terceiro ou quarto Mundial, como a italianas Piccinini e Lo Bianco e as holandesas Flier e Visser. Para não deixar ninguém de fora, vale lembrar algumas jogadoras que são experientes, todo mundo está acostumado a ver, mas que vivem pela primeira vez um campeonato Mundial. Não é estranho pensar que Antonella Del Core, Lindsey Berg e Thaísa são novatas??? E aí quem vai tirar mais proveito da experiência que tem? Ou será que o grande destaque dessa fase final será uma estreante?
fonte: fivb.com
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